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domingo, 28 de fevereiro de 2010

Nova Era


 Criação de nossa Realidade

É crescente a compreensão que temos atualmente de que a realidade, como a conhecemos em nossas vidas, surge em função de nossa consciência

Nossas percepções – o que percebemos através dos nossos sentidos – têm por base nossas crenças e julgamentos. Nossos cinco sentidos, e tudo mais que utilizamos para perceber o mundo, abrem-se até o limite de nossas crenças. Nossas crenças e nossos condicionamentos definem nosso mundo e nossa realidade. Assim, criamos a partir do que cremos.

Devido ao desligamento, ocorrido no percurso da história da Terra, entre as dimensões inferiores e a Fonte Maior, surgiram bloqueios em nosso sistema perceptivo que fizeram com que passássemos a manifestar um plano de realidade extremamente limitado e imensamente distante de tudo aquilo que em verdade somos. No mundo atual estamos focalizando uma qualidade de existência que muito nos afasta das infinitas possibilidades que se apresentam junto à nossa mais sagrada presença. Enquanto acreditarmos nestas limitações, isto é o que criaremos. O que vivemos atualmente trata-se de algo como um falso projeto que abrange, nos níveis energéticos mais densos, todos os aspectos individuais de nossas vidas como também os aspectos de alcance coletivo, partilhados por toda a humanidade. Não somos o que e quem pensamos ser, e perceber isto é necessário para que possamos realmente nos abrir para a pura expressão do que verdadeiramente somos.

Transformar nossas crenças de separação e de limitação que nos afastam da Verdade e da Abundância Universal é um grande desafio. É este o trabalho da Suprema Alquimia. Um trabalho que atua diretamente na crença de ‘quem somos’ e ‘do que somos’. 

Acreditamos sermos limitados e que estamos separados do restante da Existência e da Fonte Maior. Acreditamos que devemos lutar contra a morte e a dor. Assim... esta é a realidade que criamos. É preciso alterar profundamente a forma como sentimos a vida – a consciência que temos a respeito de nossa própria existência. Quanto mais expandirmos nossas percepções e mais conscientes estivermos de quem realmente somos, criaremos profundas mudanças em nossa realidade pessoal e coletiva. 
Esta é a real contribuição que podemos dar para a manifestação da Nova Era Dourada neste planeta – Consciência.

A Suprema Alquimia atua nos padrões energéticos limitantes que viemos criando em nosso sono profundo ao longo da noite galáctica. Alguns destes padrões limitantes de vibração têm sua origem até mesmo em momentos muito anteriores, quando caminhávamos pelo cosmos e também aí criávamos estruturas limitadas de ego que traziam consigo programas contrários à Unicidade.
Todo este cenário energético - que hoje chamamos de eu - mostra-se repleto de programas vibracionais que acabam por definir crenças e valores, e isto, nossa visão do mundo. Através disto, então, criamos nossa realidade, uma realidade polarizada onde o aspecto divino da existência não mais é tido como parte de nosso próprio Ser. Uma realidade ilusória que nos mantém distantes da Verdade. E a correção dos desvios energéticos resultantes deste estado de entorpecimento que hoje vivenciamos envolve energias de elevada vibração provenientes da Hierarquia Divina e da Fonte Original. O projeto do verdadeiro Homem está para ser corrigido e somos parte disto. Somos ao mesmo tempo aqueles nos quais o projeto se realiza, como também, aqueles que realizam, em si, o projeto.
É importante compreendermos que energias de rebeldia ao Projeto Original da Luz, com demasiado potencial dedestruição daquilo que podemos perceber como a forma mais pura e elevada da Criação, estão atuando com marcante influência na estruturação dos nossos corpos atuais e de nossa realidade. Não devemos ser ingênuos quanto à presença ou não dessas energias em nosso interior; temos que aceitar o fato de que nossa estrutura energética foi formada e impressionada por estes padrões negativos e limitantes de natureza caída. Estamos, neste momento, erguendo-nos desta realidade distorcida para a realidade da Luz Original. Isto implica profundas alterações em nossos circuitos, que deverão ser feitas, de certa forma sob nossa permissão (!), por orientação de nossa Poderosa Presença Eu Sou e dos Seres Elevados que estão encarregados desse grandioso processo.
A realidade atual da Terra reflete bem as várias nuances energéticas que se formaram dentro dos seres desta humanidade. Crenças de separação e exclusão nos levaram a um cenário de dor e medo; e estas se mantêm nutridas por nossa busca pela sobrevivência baseada na perda da confiança na Luz Maior.
A alteração destes padrões de energia é fundamental para que possamos manifestar a Nova Realidade da Luz. Umanova consciência deve surgir e a partir disto teremos o Novo Mundo. Muitos de nós estão se preparando com entusiasmo para o regresso ao Lar. Muitos se preparam para criar uma realidade de luz, harmonia e amor neste planeta, manifestando pela consciência da Unicidade. Todos precisamos fazer surgir de dentro de nós nossa própria luz para podermos cumprir com nossos objetivos. Só assim poderemos chegar ao nosso verdadeiro e único Lar – a Unidade.
Nas últimas décadas estamos vendo maravilhados o surgimento dessa nova consciência. Uma realidade de Luz está sendo gerada, apesar de muitas vezes parecer estar tão longe de nossos olhos... mas não tão distante de nossos aguçados sentidos. Basta sentirmos junto ao silêncio de nosso Templo Interior. Estamos vivendo o Despertar tão esperado.
Cabe a cada um de nós seguir corajosamente na reestruturação de seus padrões vibracionais. Estamos recebendo todo o auxílio necessário dos Planos Elevados de Consciência para que se cumpra a Sagrada Transformação. A Luz se faz presente neste momento. Em meio a este cenário revelador vários instrumentos de luz estão nos sendo entregues, capazes de proporcionar a elevação dos complexos energéticos limitantes com os quais viemos criando nossa identidade – uma falsa identidade!
A grande contribuição da Suprema Alquimia está em reestruturar os complexos vibracionais que formam nosso ego, levando-nos, gradativamente, ao nosso Eu Verdadeiro – o Ser Estelar que somos. 

Medo – o poderoso programa de controle e de manipulação
O programa da ilusão estabeleceu-se de forma que as funções de controle e manipulação se ‘auto-sustentam’, usando para tanto as crenças e os condicionamentos que foram cristalizados nos indivíduos e que fortalecem o movimento ego-ísta e de separação entre estes mesmos seres e entre eles e a Fonte. Estas falsas freqüências estão impressas em nossa seqüência estrutural (incluindo nosso código genético) e em nossa grade de memória. Tais funções de controle instalam-se em cada ser principalmente por meio do medo e pela conseqüente extorsão do poder pessoal e da consciência de identidade como um Ser Espiritual.
Ao longo de nossa história, os seres que projetaram e manifestaram os programas de condicionamento e de controle criaram inúmeras ferramentas através das quais puderam introduzir nos seres humanos seus códigos de manipulação. Além da pronunciada atuação destes seres nos planos energéticos sutis, por meio do que vieram manipulando o projeto do Homem Original, eles também realizaram imenso esforço para a organização de um sistema de controle que deveria se instalar nos planos densos através de uma ordem sob a qual todos os seres deveriam viver. A energia básica de todos estes programas foi sempre o medo!

Estes seres participaram ativamente da criação de uma sociedade estruturada para o fim que eles almejavam – o controle. Criaram instituições e regras de conduta que tinham por base a manutenção da ordem – do controle. Criaram leis e pacotes de moralidade e os incutiram na mente humana. E criaram mecanismos de apoio a estas ferramentas para que elas tivessem sucesso e se mantivessem continuamente em ação – criaram, assim, formas de opressão capazes de silenciar e abafar vozes que ousassem desafiar a ordem estabelecida. Criaram governos e igrejas – e criaram crenças, tidas como ‘sagradas’, que mantinham as pessoas distantes das Verdades Maiores... e com medo de buscá-las.

Criaram um grande sistema de controle baseado no medo! Um sistema organizado de tal forma que as próprias pessoas, já manipuladas, passavam a viver em conformidade com ele e ainda por cima atuavam como repressores – e perseguidores – daqueles que, mesmo sem clareza e sem profunda percepção do que ocorria, desafiavam as ordens estabelecidas e impunham bandeiras por liberdade. E até mesmo sobre estas pessoas o aperfeiçoamento do sistema de controle não deu trégua. Logo também se via o sucesso da implantação do que se pode chamar de ‘programas manipulados de rebeldia ao sistema’. Ardilosos programas que se instalavam naqueles com potencial para desafiar as ordens de controle. A grande confraria escura tinha, assim, a expansão de seus códigos de manipulação também sobre os programas (seres) potencialmente ‘rebeldes’! E disso seguiu para todas as áreas da sociedade nas quais os indivíduos pudessem buscar alguma identidade. Cercaram todas as possibilidades e ofereceram ‘alternativas’ – programas manipulados nos quais os seres podiam até mesmo se sentir “rebeldes”, “livres”, “espiritualizados”, e qualquer outra nuance que daí surgisse, sem contudo ameaçar o sistema de controle oculto! E, é claro, ofereciam para aqueles menos inquietos os respeitados programas sociais de conservadorismo e moralismo, estes bem mais requisitados por uma humanidade que dorme profundamente na ignorância de quem e do que verdadeiramente é.


A criação de programas de egos manipulados foi bem além do que se podia esperar! Estava silenciado o poder pessoal proveniente da luz interior das pessoas. Estava bloqueado o acesso aos seus sagrados centros de Verdade. Estavam instalados programas de controle e de manipulação capazes de fazer com que os egos seguissem as ordens que se desejava!

E ainda mais que isto... com base nisso tudo, estava em perfeito funcionamento programas de desvitalização capazes de bloquear nas pessoas o fluxo da energia vital e levá-las ao que se manifestou como ‘morte’! E, seguindo no aperfeiçoamento destes inescrupulosos projetos, logo se instalava nelas o imenso ‘medo do fim’ – um programa facilmente instalado num campo que já se acreditava ser limitado!
O que se tinha, agora, eram seres extremamente vulneráveis e tremendamente receptivos a qualquer outro programa de medo que se desejasse implantar. Seres fracos e sem clareza alguma, distantes de sua real natureza na Luz. Seres que entregavam seu poder pessoal àqueles que se apresentavam a eles como seus salvadores. Seres que, por medo de que algo terrível lhes acontecesse e lhes levasse à morte... e de que não fossem aceitos no “paraíso”... optavam, sem dúvidas, pela entrega ao sistema. E mais... optavam por defender o sistema em troca das possíveis ‘recompensas’ antes e depois do “fim” de sua existência terrena. Para tanto, tinham à sua disposição eficazes programas de ilusão que lhes criavam realísticas sensações de prazer, alegria, liberdade e êxtase. Sensações capazes de mantê-los distraídos e envolvidos em dramas que só os conduziam para mais entorpecimento e mais sono. Contudo, todas elas sensações vazias, que pouco a pouco se mostravam insuficientes e lhes conduziam a buscas infindáveis por mais destes valores no mundo externo manipulado e ilusório. E daí então... mais sono e mais sonhos! 
Um complexo e perfeito programa de controle! Um grande sucesso de ação das energias do medo! Uma perfeita e orquestrada implantação do projeto de manipulação criado pelas hordas escuras!


O Grande Drama Cósmico

Mas... lembre-se: tudo isto faz parte da Grande Criação! E neste movimento que chamamos de ‘luz e sombra’, em meio a este aparente caos, vemos acontecer a pulsação do Grande Coração Cósmico! Vemos realizada a Sagrada Respiração do Grande Espírito!

E, quem sabe, conscientes deste grande movimento criador, possamos nos perceber partes de um Grande Ser que agora inspira... trazendo para si tudo aquilo que por éons expirou para tão ‘distante’, a ponto de seus próprios raios se sentirem separados de si mesmo enquanto Fonte desta criação.
Neste movimento da Sagrada Inspiração, vemo-nos ainda hoje como seres limitados em percepção e que acreditam estar separados da Fonte Maior.
Mas tudo isto... também isto... é somente ilusão!
A verdade é que somos a própria Fonte em expansão!
E como células de um só corpo... que agora inspira e traz para si a consciência das partes, somos chamados ao retorno ao Lar!

E durante mais esta etapa do Grande Drama Cósmico, somos convidados a atuar segundo nossos sagrados papéis – trazer ao palco o personagem que aceitamos encenar no acordo que fizemos junto ao nosso Coração e à Luz da Poderosa Presença Eu Sou. Cada um de nós é, agora, convidado a realizar sua Divina Missão – sua maior participação no Grande Jogo. Uma atuação repleta de improvisos e de esquecimento das falas que muitas vezes ainda nem foram escritas. A representação de uma obra que tem por propósito único apenas Criar.

E aqui estamos! E estamos percebendo, por vezes atônitos, que viemos nos dirigindo para um fantástico momento que se manifesta como nosso ‘Agora’. No Grande Drama Cósmico, estamos diante da grandiosa possibilidade de nosso despertar! E isto pode significar que éons de expiração – e de afastamento da Fonte – podem agora ser convertidos em instantâneas percepções de que... somos a Fonte! A Sagrada Inspiração nos oferece a possibilidade do instantâneo... do imediato Despertar!

Mas para tanto, somos, mais e mais, levados à consciência de que precisamos atuar como indivíduos com identidade espiritual. Precisamos manifestar nossos papéis! Viemos fazendo um movimento de individuação espiritual que se deu ao longo da grande expiração divina. E daqui somos convidados ao retorno à Unidade. A liberdade que mais desejávamos se apresenta agora como uma possibilidade através de nossa entrega à Fonte! E eis a suprema liberdade! Para assim nos percebermos como parte da Fonte – como sendo Ela feita Criação.
Este é o momento de nos percebermos co-criadores! E, quem sabe, como... Criador!

E voltando ao Grande Drama Cósmico... vemos também muitas forças que o compõem não desejando fazer deste instante um momento de êxtase pela Divina Inspiração! Não querem a entrega de suas individualidades à Fonte que os criou. Gritam pelo direito, como co-criadores, de seguirem desconhecendo o chamado de volta ao Lar. E, veja só, mesmo sendo eles aqueles que espalham, com o propósito de manipulação, os programas de medo da morte – o medo pelo “fim” da existência – encontram-se, agora, como ‘vítimas’ de suas próprias criações de limitação. Por verem isto como o fim de suas experiências na criação, não se entregam ao que em verdade eles são! E lutam pela manutenção de seu status quo como co-criadores com livre-arbítrio, não percebendo a grandiosidade do que lhes é oferecido neste momento em respeito ao que realmente são – partes do Um.

Mas este é o drama que segue em sua manifestação. E em meio a isto somos chamados a, também nós, fazermos nossas escolhas! É hora de nos decidirmos e agirmos segundo nossas convicções para que as cores deste sagrado momento se espalham pela criação colorindo este iluminado cenário. É hora de escolhermos e de nos posicionarmos dentro do campo da dualidade e da ilusão. É hora de definirmos o que queremos para nós mesmos e para este setor da criação! 

E, assim... vemos o desenrolar de nossa ativa participação dentro do drama maior.
E se escolhermos por fluir pelo chamado de despertar e pela chama de luz cósmica que acompanha a Inspiração Divina, então... este é o momento! Mãos à obra! 


Escolhendo o Despertar
Vários dos Seres da Luz que encarnaram neste planeta com o propósito de assumirem funções como ‘agentes de transformação e de despertar’, tiveram seus programas individuais de manifestação criados de tal forma para que viessem a se sentir ‘diferentes’ diante dos programas de massa (ilusórios) criados pelas forças caídas. São os ‘rebeldes conscientes da causa’! E que têm a possibilidade de fazer uso dos seus particulares programas de identidade para, então, se apartarem e se des-identificarem das forças da ilusão e do controle.

Com os programas de condicionamento das massas as forças degradantes detêm o controle da manifestação nos níveis mais densos do planeta. Estes programas de massa compõem-se de condicionamentos que visam manter os seres sob a esfera da realidade ilusória onde fica impossível a conexão com a própria Essência, com as Inteligências Superiores e com o Projeto de Luz da Fonte.

Por esta razão muitas pessoas que começam a despertar vêem-se com impulsos de revolta e rebeldia aos padrões estabelecidos pelo sistema. As forças por tanto tempo reprimidas dentro delas gritam pela liberdade de expressão e de ação. Mas, também aqui, será preciso muita percepção e sabedoria, pois este já era um movimento esperado pelas forças de manipulação! Elas também criaram programas que se infiltram muito bem nestes momentos de transição de despertar. Programas que podem, disfarçadamente, instalarem-se no aspirante ao despertar através de seus pontos vulneráveis – podendo ser estes até mesmo os pontos de rebeldia e raiva – e conduzi-lo a caminhos bem diferentes que o da liberdade que ele procura. Podem conduzir, por exemplo, a complexos autodestrutivos e obsessores de várias naturezas!


É, então, imprescindível a compreensão de que o despertar e a expansão consciencial necessariamente implicam numa des-identificação profunda com relação aos padrões coletivos de crença e conduta, o que ocorre pela incorporação da real identidade do Ser – seu projeto individual (!). Este projeto individual, como dito anteriormente, comumente manifesta-se com crenças e valores que desafiam e confrontam os mecanismos de controle das forças ilusórias no coletivo. O que já é de se esperar, pois estamos tratando da defesa da Verdade dentro de um campo de ilusão e controle opressor.

Disto compreende-se que o processo de despertar convida a uma profunda transformação, que vem desestruturar as linhas do falso projeto criando um inevitável impacto em nossas malhas de energia e em nossa atual realidade. Daí pode surgir uma série de ‘rupturas’, necessárias para o desligamento das falsas estruturas e para a manifestação do que é verdadeiro. 
A consciência de separação deverá dar lugar à consciência de unidade.


A batalha interior – a maior das batalhas

Fica claro, com isto, que este processo requer coragem – uma força que nos leva adiante por sentirmos que a Verdade está lá e, principalmente, por desejarmos encontrá-la. É, então, neste percurso que somos confrontados por sentimentos de medo, culpa e dor. E é também aqui que teremos travada a grande ‘batalha’ entre a Luz de nossa Essência Espiritual e as forças caídas, das quais algumas temos consciência e outras nem sequer desconfiamos de que profundeza brotam do nosso inconsciente.

Por mais incrível que possa parecer, o cerco realizado pelos programas de controle dentro de cada um de nós – seres com potencial suficiente para o despertar – envolve uma série de crenças e condicionamentos (defendidos por nós mesmos como ‘nossos’) que geralmente se opõem de forma intensa ao programa que trazemos conosco como nosso programa pessoal de Luz! Uma verdadeira jogada de mestres! Isto deve, mesmo, criar uma grande batalha em nosso interior. É quando somos, então, testados em nossa resistência e em nossas crenças também nos valores superiores da Luz.
E mais uma vez vemos o grande drama cósmico se desenvolvendo aqui! E parecendo nos perguntar: ‘O que você verdadeiramente quer? O que você faz agora? Em que você mais acredita? Que força dentro de você é capaz de vencer este desafio?’


E neste combate interno seremos chamados a nos posicionar a favor de nossa própria verdade essencial, ou então... mantermo-nos resistentes junto ao passado de esquecimento e sono, apoiando os padrões limitantes do ego que nos parecem garantir ‘paz’ e ‘tranqüilidade’ caso desistamos de lutar – e esta é a insinuante e conquistadora malha da ilusão!

Mas não custa lembrar: esta mesma malha está sendo desinstalada deste planeta durante a fantástica purificação e ascensão planetária agora em andamento. E mais uma vez a escolha é de cada indivíduo – qual movimento você deseja acompanhar?


sábado, 27 de fevereiro de 2010

As sociedades Secretas e seu poder no século XX




Para que o mal triunfe só é necessário que os homens bons não façam nada."

Prefácio do livro "As sociedades Secretas e seu poder no século XX"

Por Jan Van Helsig

Procurai imaginar por um instante que sois um extraterrestre. Acabais de percorrer anos-luz com vossa nave espacial e vos dirigis ao planeta Terra. Tendes a missão de explorar esse planeta, de tomar contato com seus habitantes para trocar saber e ter informações de todos os níveis. Se tudo der certo, se chegardes à conclusão de que seus habitantes são honestos e estão dispostos a tudo pela paz, a Terra poderia então ser admitida na Federação Intergaláctica. E com um espírito aberto, contatos poderiam então acontecer com os habitantes de outros planetas. A consciência terrestre progrediria claramente; esse avanço chegaria também aos domínios da tecnologia e da saúde.

Ei-vos propulsados na órbita terrestre, ligai pois vosso monitor e largai-vos ao acaso das ondas. Captais então, uma estação emissora de informações que transmite o que se passa na Terra.

Compreendereis, pois, que estais num planeta guerreiro, onde os habitantes lutam não contra um planeta inimigo, mas sim entre si, há milênios, o que estáveis muito longe de imaginar.

Primeira verificação: nenhum conceito pode justificar essas guerras, pois uns lutam em nome da sua fé, outros pela cor de sua pele. Alguns não estão satisfeitos com o tamanho de seu país, outros combatem para sobreviver, pois nada têm para comer. Outros, ainda, não cessam de pensar em dinheiro, mas a maioria cada qual só pensa em si mesmo. Chegais à conclusão de que este planeta não está maduro para receber as informações e a tecnologia que tendes para oferecer. Seja qual fosse o país onde aterrissásseis, é certo e seguro de que vossos presentes não serviriam para o bem de todos os habitantes da Terra, mas somente aos interesses egoístas dos dirigentes de cada país.

É possível, então, que pensásseis em vosso planeta natal no tempo em que ele também estava em guerra. Certamente isso foi a milênios, e não desejaríeis reviver esse cenário de maneira alguma, pois verificastes, além do mais, que foram lançados “mísseis” em vossa nave espacial. Vossa decisão é então tomada: preferis visitar outro planeta.

Vós, leitores, também fizestes a pergunta: Por que os homens estão sempre em guerra?

O sábio suíço Jean-Jacques Babel verificou que desde os últimos 56 séculos, a humanidade organizou 14.500 guerras, que provocaram três bilhões e meio de mortes. Isso representa a metade da população mundial de hoje. Somente no ano de 1991, por exemplo, registramos 52 guerras ou focos de crise em nossa terra. Isso significa que após numerosos conflitos neste planeta, dentre os quais duas guerras mundiais em um século, esse ano viu opor-se reciprocamente 104 ideologias, cujas solicitações eram manifestamente muito importantes para justificar novamente o massacre de muitos milhões de seres humanos.

Qual finalidade impele, pois, a guerra entre os homens?

O motivo da guerra é, já há séculos, o quebra-cabeça das organizações de paz, mas também dos filósofos. Eles chegaram à conclusão de que quase todas as criaturas da Terra se afrontam regularmente por falta de alimento e de território. Não podemos atribuir ao ser humano a agressividade dos animais entre si, pois ele possui, além disso, uma inteligência, uma consciência e uma ética. Pensamos na diferença que existe entre dois animais predadores que lutam por sua presa, e nas multinacionais de armamento que só vivem da venda de armas e, portanto, das crises permanentes.

Que o “combate pela vida” possa servir de distração, nós o sabemos desde a antiga Roma, onde sob a divisa de panem et circenses (o pão e os jogos distraem o povo), os gladiadores combatiam entre si, o que ocasionava a alegria da plebe e a impedia de pensar na própria desgraça. É o mesmo princípio que mantém, em nossos dias, a televisão, o vídeo e os grandes jogos de futebol: dá-se ao cidadão superficial a possibilidade de escapar do vazio e do peso da existência.

Do que nos afastam pois a mídia?

É preciso perguntarmo-nos a nós mesmos do que teríamos consciência se não estivéssemos constantemente distraídos de nós mesmos.

Não é novidade que um terceiro tire vantagem da guerra entre dois países. É bem sabido que “quando duas pessoas disputam entre si, uma terceira se alegra”. Coloquemos esse ditado para um país ou para um planeta inteiro e veremos o conformismo.

Por exemplo, os sistemas bancários que fazem um empréstimo a um país beligerante têm interesse em que a guerra não termine tão cedo.

É por meio de guerras e perturbações que se pode impulsionar um povo a aceitar e até mesmo a desejar que surjam instituições que ele jamais teria consentido espontaneamente (por exemplo, a OTAN, a ONU).

Entretanto, para aqueles que não se interessam especialmente por isso - excluamos os mortos - não existe, a bem dizer, uma relação entre as guerras dos últimos séculos.

Será possível que somente a indústria de armamentos tire proveito disso? O que leva os seres humanos a odiar-se indefinidamente até o ponto de matar seus próprios congêneres? O que é tão importante para levar-nos a exterminar uma vida? Nada aprendemos, pois, das centenas de milhões de seres humanos mortos na guerra e do sofrimento que disso resultou?

Tomemos, como exemplo, a ex-Iugoslávia, onde , há décadas muitos povos viviam em paz e onde estes acabam de massacrar-se. O que leva esses seres humanos a considerar de repente como seus piores inimigos os seus irmãos que viviam na mesma cidade, falavam a mesma língua, usavam as mesmas vestimentas, compartilhavam o mesmo amor, as mesmas alegrias, os choros e os risos? O que faz com que matem suas crianças, violentem suas mulheres e suas mães, enviem seus maridos para campos de concentração?

Isso nada lembra para nós?

Será que são verdadeiramente os motivos ideológicos próprios de certos grupos que causaram essa guerra ou será preciso encontrar quem está por detrás disso?

Quem poderia assumir a parte do terceiro? De onde provém, pois, a idéia pré-concebida do adversário, inculcada no ser humano pelas religiões pelos livros escolares e pela mídia?

Qual é a meta dessas pessoas que estão na base dessa idéia e no-la sugerem constantemente?

Quem tiraria proveito do ódio crescente e da degenerescência da humanidade?

Talvez Satã, Lúcifer, Ariman, Baphomet ou outras entidades “intocáveis”, a quem imputaríamos com prazer a culpa?

Neste livro contaremos a história de algumas personagens bem tangíveis que, em 1773, estabeleceram um projeto em Frankfurt numa casa da Judenstrasse(Rua dos Judeus). Elas queriam preparar o caminho para seu governo mundial único até o ano 2000 por meio de três guerras mundiais. Um projeto perfeitamente elaborado, baseado nas fraquezas e nos medos dos seres humanos, e que acabaria por voltar-se contra eles.

A finalidade de um governo mundial nada tem de novo em si, pois o Vaticano sempre procura fazer do nosso mundo um mundo católico. Por essa razão, ele torturou e massacrou milhões de seres humanos, como a história comprova.

O islamismo teve a mesma finalidade: sendo a maior e a mais fanática das religiões, tem todas as oportunidades.

Não nos esqueçamos de que a ideologia russa “pan-eslava”, instaurada originalmente por Guilherme, o Grande, exigia a eliminação da Alemanha e da Áustria, para anexar a Índia e a Pérsia, após ter subjugado a Europa.

Notemos também a ideologia da “Ásia para os asiáticos”, que reclama que a confederação dos estados asiáticos esteja sob o controle do Japão.

Notemos também a ideologia “pan-germânica”, que prevê um controle da Europa pela Alemanha, para estender-se mais tarde pelo resto do mundo.

Entretanto, as pessoas que este livro menciona nada têm absolutamente a ver com qualquer dogma e não pertencem a nenhuma nação. Elas não são nem da esquerda, nem da direita, nem liberais, mas utilizam todas as instituições para conseguir suas finalidades. Naturalmente elas fazem parte de uma organização qualquer, mas somente para tornar difíceis eventuais buscas, para criar confusão entre os “curiosos” e levá-los assim a uma pista falsa. Essas pessoas servem-se tanto dos cristãos como dos judeus, dos fascistas, dos comunistas, dos sionistas, dos mórmons, dos ateus, dos satanistas, dos pobres, dos ricos, de todos! Mas elas servem-se principalmente dos ignorantes, dos preguiçosos, daqueles que se desinteressam pela vida e daqueles que não possuem um espírito crítico.

Entre os iniciados, as pessoas citadas acima se denominam os Illumunati, Big Brother, o governo invisível, os homens cinzentos, o governo oculto, o governo secreto, o Establishment.

Segundo minhas fontes, os procedimentos dos Illuminati (Iluminados, aqueles que sabem) sobre a Terra remontam a mais ou menos 3.000 séculos antes de Cristo, quando eles infiltraram-se na “Fraternidade da Serpente”, na Mesopotâmia, da qual se serviam para fins negativos.

É mais do que possível e é praticamente certo que esse drama começou muito tempo antes do período mencionado acima, se não for na época em que “o ego” se desenvolveu. Podemos remontar esse acontecimento para um período preciso da história simplesmente graças à ação da “Fraternidade da Serpente”. Somente após 3.000 gerações é que lhe sucederam outros agrupamentos, tais como os judeus, os cristãos, os franco-maçons ou outras comunidades religiosas que conhecemos. Como se pode verificar facilmente com a leitura deste livro, alguns membros da comunidade sionista trouxeram, entre outras coisas, até os nossos dias, esse jogo do qual eles não são nem os criadores nem o alvo. O que começou antigamente funciona ainda hoje segundo as mesmas modalidades. Para nós é suficiente olhar a situação presente para ver onde se encontra o problema. Certamente, podemos ligar o sistema de pensamento ou de fé dos Illuminati ao de “Maquiavel”, o maquiavelismo ou a justificação de uma política de poder desprovida de normas éticas e, como conseqüência, de qualquer escrúpulo político.

Eis aqui um pequeno exemplo de poder: Imaginemos que sois o novo rei de um país e desejais ter a segurança de continuar sendo. Então, convocais separadamente duas pessoas das quais tendes a certeza de que elas farão o que lhes direis. Para uma dareis diretrizes “de esquerda” e a financiareis para que ela possa criar um partido. Com a outra agireis da mesma forma, fazendo-a criar um partido “de direita”.

Acabais de dar vida a dois partidos de oposição, financiais a propaganda, os votos, as ações e estais exatamente a par de seus mínimos planos. O que significa que controlais os dois. Para que um partido tenha vantagem sobre o outro, só tendes de lhe dar mais dinheiro. Os dois chefes de partido crêem ter-vos a seu lado, e sois assim “amigo” dos dois.

O povo é assim, dessa forma, preso nesse vai-e-vem entre “esquerda” e “direita” e sequer pode imaginar que, como rei podeis ser a origem da dissensão.

O povo até vai pedir-vos auxílio e conselho.

Tomemos outro exemplo: o dinheiro. Durante a Guerra de Secessão (1861-1865), os estados do Norte - que eram contra a escravidão - combatiam aqueles do Sul - favoráveis a manter a escravidão.

Antes da guerra, a família Rothschild enviou seus agentes para reforçar uma tomada de posição “a favor da União” com os estados do Norte e, ao mesmo tempo, outros agentes suscitavam uma atitude “contra a União” com os estados do Sul.

Quando a guerra estourou, o banco Rothschild de Londres financiou os estados do Norte, e o de Paris, aqueles do Sul. Os únicos que ganharam essa guerra foram os Rothschild.

Resumamos brevemente esse sistema:

1. provoca-se o conflito, fazendo os homens lutar entre si e não contra aqueles que são a origem da dissensão;

2. não mostrar-se como o verdadeiro instigador;

3. sustentar todos os partidos em conflito;

4. passar-se assim por uma “instância benevolente” que poderia dar fim ao conflito.

Eis aí o caminho seguido pelos Illuminati, que querem dominar o mundo; provocar tanto quanto possível a discórdia entre os seres humanos e as nações da Terra, que perdidos numa nuvem de informações contrárias, não poderão chegar até os verdadeiros investigadores. As sociedades secretas internacionais servem-lhes de instrumento poderoso para semear a discórdia entre os seres humanos; nós as estudaremos mais de perto. Os seres humanos empenhados durante muito tempo em guerras acabarão cansando-se de combater e virão “implorar” um governo mundial.

É então que o plano torna-se evidente. Exigir-se-á da “instância benevolente” que dê um fim ao conflito. E quem é que representa esse papel em nosso planeta? A ONU! Veremos quem se encontra na realidade por detrás da ONU.

Os Illuminati de quem falamos, não importa quem eles sejam, são os homens mais ricos do mundo.

Eles não aparecem na televisão nem em outros sistemas indiretos, pois possuem e controlam não somente essa mídia, mas também todos os serviços de informações. Se acontece que falem deles, é sempre em termos neutros ou positivos.

A maior parte do povo não conhece seus nomes. Mesmo os autores que desmascararam suas maquinações não se tornaram célebres, se bem que teriam merecido um prêmio Nobel.

Reagir seria louvável, mas como seis bilhões de seres humanos podem defender-se contra alguma coisa da qual nem conhecem a existência?

Não devemos esquecer que quase todos os humanos estiveram - e estão - de tal forma preocupados com seus próprios pequenos problemas pessoais que jamais têm a visão global dos acontecimentos deste mundo nem ao seu redor. Onde eles perderam essa visão? A maior parte da civilização atual sofre de “indiferença política” e retirou-se desses acontecimentos. Esse descaso é devido à penúria dos tempos, à falta de interesse, de crítica e de conhecimentos específicos. Retirando-se, não se mudará seguramente nada. Ao contrário, isso é desejado pelos nossos “dirigentes”. Todo aquele que deserta facilita a tarefa dos Illuminati. A verdade que se impõe em primeiro lugar é, pois, saber-se mais sobre seus feitos e gestos.

Assim como um grande instrutor do mundo o afirmou: “Procurai a verdade, e a verdade vos libertará”.

Poderíamos, em conseqüência, dividir os seres humanos em três tipos:

1. aqueles que agem;

2. aqueles que são espectadores dos acontecimentos;

3. aqueles que se espantam que tenha acontecido alguma coisa.

Este livro é minha participação para esclarecer uma parte dos acontecimentos. É uma tentativa que visa a dar conhecimento do comportamento mantido secreto neste planeta precisamente por aqueles que comandam. O leitor que reconhecer-se na terceira categoria terá mais facilidade para passar para a segunda e mesmo para a primeira!

Como autor deste livro, não represento nenhuma comunidade de interesse ou de fé e nenhuma nação.

Sou um homem sobre este planeta Terra que reivindica seu direito de liberdade e de livre desenvolvimento para cumprir aqui o seu dever. A paz entre as nações como entre relações humanas me são caras ao coração - espero que seja também para a maioria da humanidade - e considero como minha responsabilidade pessoal dar ao menos essas informações aos meus concidadãos para permitir-lhes tomar uma posição.

O leitor não deve acreditar piamente no que se segue, como se faz quando se trata de estórias que são servidas diariamente pela mídia. Aconselho a todos os espíritos superficiais e àqueles que estão satisfeitos com a vida que fechem o livro já nesta página. Quanto aos outros, se tiverem a capacidade de encarar a questão, poderá acontecer que este livro os impulsione a mudar profundamente de atitude.

E se desejamos encontrar a verdade, sem entretanto passar nossa vida procurando-a, devemos dar-nos a possibilidade de examinar e de admitir sem descanso toda a informação nova. Isso pode significar também que, se o nosso espírito já estiver preenchido por opiniões estabelecidas, por ponto de vista, por dogmas ou por uma concepção do mundo bem firmadas, então não haverá mais lugar para outra verdade. Além disso, a verdade poderá ser completamente diferente daquela que imaginávamos.

Por essa razão, desde já peço ao leitor para manter o espírito aberto. Esqueçamos durante a leitura deste livro nossas opiniões pessoais em matéria de religião, de política e de etnia, sejamos simplesmente como uma criança, abertos e capazes de aprender

Procuremos também não comparar o que é dito como uma opinião ou um ponto de vista já existente. Sigamos nossa intuição, nosso sentimento e verificaremos, nós mesmos, se essas informações soam justas, mesmo que elas nos acabem desestabilizando.

Desprezemos nosso pensamento rotineiro, que poderia soprar-nos ao ouvido: “Meu Deus, se tudo isso for verdade, que sentido tem, pois, minha vida e qual é o meu papel nesse cenário?”

Nada de pânico é o tema detalhado do último capítulo.

Este livro é um apelo a cada leitor para que exerça seu espírito crítico e se torne um cidadão emancipado. Buscai e encontrai vossa verdade: examinai as coisas sem ligá-las, se possível, a um sistema de valores. Entretanto, esforço-me a limitar-me nas páginas seguintes a fatores históricos, ainda que eles não sejam reconhecidos como tais. Passo por cima das teorias que poderiam ser as minhas para estabelecer uma síntese das fontes citadas no fim do livro e que estão, pois, ao alcance de todos.

Fonte: Site umanovaera

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

O PLANETA X... E Outras Histórias

JORNALISMO CIENTÍFICO

Décimo planeta e alienação da mídia
Ulisses Capozoli (*)

A idéia de que o Sistema Solar tem um décimo mundo vem do século 19 e a descoberta de Netuno (1846) e Plutão (1930) só contribuiu para aumentar as incertezas a respeito do que ficou conhecido como Planeta X. Mais recentemente, a imprensa tem dado sua contribuição para aumentar as dúvidas entre seus leitores. Boa parte dos despachos de agências internacionais de notícias que chegam às redações de jornais e revistas, no Brasil, está em espanhol e uma tradução precária dessa língua muitas vezes mudou a designação de Planeta X para Planeta Éxis (pronúncia do x em espanhol).

Na edição de 11 de dezembro passado, a página de ciência e tecnologia de O Estado de S.Paulo contribuiu um pouco mais para essa confusão com o artigo traduzido do New York Times, "Miniplaneta além de Plutão intriga cientistas". O "miniplaneta" não é outra coisa senão um componente do Cinturão Kuiper, um anel de asteróides que envolve o Sistema Solar, além da órbita de Plutão. Essa formação foi prevista, em meados dos anos 50, pelo astrônomo norte-americano de origem holandesa Gerard Peter Kuiper (1905-1973).

Em 1992, o astrônomo norte-americano David Jewitt e a jovem astrônoma de origem vietnamita Jane Luu observaram o primeiro destes corpos. Era um objeto esmaecido, com 480 quilômetros de diâmetro, o 1992 QB1. Em 1997, quando outro desses objetos foi encontrado, o Jornal Nacional, da Globo, fechou solenemente sua edição com a voz pastosa de um apresentador anunciando que "o Sistema Solar tem milhões de planetas".

Alfabetização científica

A matéria publicada pelo Estadão não tem erros. Mas é inadequada aos leitores brasileiros. Analfabetismo científico não é uma condição específica do Brasil. Uma sociedade envolvida com a exploração espacial, como a norte-americana, também tem problemas desse tipo. A diferença é que, nos Estados Unidos e em outros países do Primeiro Mundo, quem tiver interesse pela ciência beneficia-se de uma infinidade de museus, livros baratos, associações de cientistas amadores e outras facilidades. Ao contrário do que acontece aqui. Críticos mais apressados podem argumentar se faz diferença o fato de o Sistema Solar ter ou não um décimo planeta e a vantagem de se gastar papel e tinta para discutir esse assunto. Uns poucos contemporâneos de Copérnico podem ter dito a mesma coisa: qual a diferença de a Terra ou o Sol estarem no centro do Universo?

A resposta, todos conhecem.

O destronamento da Terra, primeiro do Sistema Solar, depois do centro do Universo, expulsou o homem do cume da criação e trouxe mudanças profundas em todas as formas de conhecimento. Depois de Copérnico, que reabilitou as idéias do grego Aristarco de Samos, o Universo não parou de crescer e envelhecer. A ciência é a mitologia do nosso tempo. É, desde a revolução científica do século XVII, quem dá uma explicação para o mundo.

O artigo do Estadão, assinado por Kenneth Chang, é inadequado para leitores brasileiros porque não contextualiza a descoberta - uma necessidade básica do jornalismo científico. Foi escrita para leitores de uma outra sociedade e esse é um problema que ainda não despertou a atenção da mídia no Brasil. Aqui, os livros são caros e as tiragens, pequenas. Notícias da imprensa são uma fonte muito utilizada de informação para trabalhos de professores e alunos da rede escolar.

Uma crítica cultural: a submissão absoluta a tudo que vem dos Estados Unidos, sob o diretor de redação anterior, fez com que até a seção de horóscopo do Estadão fosse escrita por um astrólogo norte-americano. Ciência não é luxo. É uma necessidade. O mundo atual está construído pela ciência e suas criações estão no cotidiano de cada um dos 6 bilhões de moradores do planeta de uma forma mais ou menos evidente. Participar de um processo de alfabetização científica, por parte da mídia, é uma prestação de serviço. Tão necessário (em termos utilitários) como publicar os serviços abertos e fechados nos feriados das cidades grandes: programação de cinemas, teatros, shows e outros espetáculos.

O pão do espírito

A dificuldade de se consumir ciência no Brasil certamente está ligada às nossas raízes escravistas. Uma sociedade escravista não necessita de ciência. Tem braços humanos, disponíveis para suas exigências. Joaquim Nabuco e José Bonifácio de Andrada e Silva escreveram livros, artigos, panfletos e discursos sobre o obscurantismo escravista e o legado que deixariam para o futuro. É o tempo em que vivemos. Por que a imprensa não se envolve com um trabalho consistente de divulgação científica? Não há razão para que as pessoas sejam melhor informadas sobre clonagem, aconselhamento genético, organismos geneticamente modificados, energia nuclear ou exploração do espaço entre outros assuntos?

A Folha de S.Paulo poderia dizer que faz isso. Pois bem. Um pouco antes da publicação da história do "miniplaneta" pelo Estadão, a Folha editou uma fotomontagem da estação espacial pairando sobre Brasília. A imagem foi feita pela Boeing e é um insulto razoável à inteligência das pessoas. O caso aí é simples. O Brasil está participando da estação espacial internacional, a ISS, projeto liderado pelos Estados Unidos - que, para isso, deve contribuir com algo em torno de 160 milhões de dólares, por intermédio da Boeing. Com essa verba, o Brasil terá um quartinho de serviço no amplo apartamento cósmico da Nasa. O país já tem um astronauta em treinamento. A idéia de participar da estação espacial rende dividendos a uns poucos interessados: à direção do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), à Agência Espacial Brasileira (AEB) e ao vaidoso presidente da República.

O Inpe não contrata pesquisadores desde 1994 e salários irrisórios fizeram que muitos deles deixassem a instituição onde nem o restaurante funciona mais. A AEB foi criada como agência civil para liberar o Brasil das restrições impostas pelos países do clube espacial quanto ao repasse de tecnologias sensíveis no desenvolvimento de mísseis. Na prática, a AEB teve pouco efeito. O acordo que o Brasil negocia com os Estados Unidos para uso da base de Alcântara, no Maranhão, é a melhor prova de que as restrições permanecem.

Quanto à vaidade do presidente da República, é algo aparentemente sem limites. Em recente visita à Venezuela FHC disse, para espanto de sua própria assessoria, que o Brasil vai integrar a Opep, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo. Na viagem seguinte, quando visitou a França, com sua imagem refletida nos espelhos do palácio onde viveu Napoleão, deve ter se sentido ainda mais à vontade. O espaço cósmico talvez seja o mais adequado para o ego do presidente. Daí o interesse pela ISS. Fazer a estação espacial pairar sobre Brasília é uma besteira, um desprezo solene a Newton e Einstein. Mas a imprensa engole a isca com o anzol. O que vale é o exotismo. Certamente o Brasil não vai desistir da estação espacial. Ao mesmo tempo em que o governo corta cestas básicas de alimento para a parcela mais desfavorecida da população, sob o argumento de "paternalismo". A pergunta que uma imprensa preocupada com um mínimo de bem-estar social deveria fazer é se convém mesmo ao Brasil mandar um astronauta para o espaço. Ou se deveríamos alimentar nossas crianças, investir em educação e estruturar adequada e continuamente os centros de pesquisa.

Talvez a leitura de John Kenneth Galbraith, pensador clássico e insuspeito, ajudasse na compreensão da expressão "nós, os socialmente comprometidos", que ele usa freqüentemente. Ela expressa uma preocupação civilizatória, um respeito elementar à dignidade humana, como o de não passar fome. Não apenas de alimento, mas também de idéias e informações.

(*) Jornalista especializado em divulgação científica, mestre e doutorando em ciências pela Universidade de São Paulo.

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A Terra e suas luas

Existe algo na Astronomia que não ousaríamos duvidar: nosso planeta tem uma lua. Errado! A Terra tem duas luas! Pelo menos foi o que anunciou Frederic Petit, diretor do observatório de Tolouse, na França, em 1846. Ela teria sido vista por três observadores em dois lugares distintos, na madrugada de 21 de março daquele ano. Petit calculou que a órbita do nosso segundo satélite natural era uma elipse bastante alongada e que o mesmo a percorria em pouco menos que 3 horas, com um perigeu, o ponto de maior aproximação com a Terra, a 11,4 km (!?) da superfície.

Petit teve de suportar severas críticas ao apresentar estes dados numa conferência onde estavam presentes inúmeros cientistas, entre eles o matemático Le Verrier, que reclamou que seria necessário considerar a resistência do ar. Afinal, nossa atmosfera se estende por muitas dezenas de quilômetros e, hoje em dia, os aviões de passageiros trafegam tranqüilamente até mais alto que o perigeu da lua de Petit!

Os astrônomos da época de fato ignoraram a descoberta de Petit, e a história teria caído no esquecimento não fosse um jovem escritor francês chamado Júlio Verne, que em "Da Terra à Lua" narrou o encontro de um grupo de intrépidos aventureiros com a lua de Petit. O sucesso do livro fez a segunda lua e seu descobridor conhecidos pelo mundo afora. E ainda atraiu a atenção de astrônomos amadores de todos os lugares só pela aventura de reencontra-la.

Uma lua para a Lua

A idéia original era a de que o campo gravitacional de uma segunda lua pudesse explicar pequenos desvios observados no movimento da nossa conhecida Lua. O que significaria que o astro deveria ter vários quilômetros de diâmetro. Mas a Lua de Petit era pequena demais para tanto, caso contrário não seria tão difícil encontrá-la.Em 1898 foi anunciada a descoberta de nada menos que um sistema inteiro de novas luas! Em 1969, durante a chegada dos primeiros homens à Lua, houve rumores de que os astronautas teriam finalmente visto o tão misterioso satélite, agora do lado oculto da Lua. Um astrólogo chegou a batiza-la de Lilith e até hoje uma lua negra é usada em alguns horóscopos.Nada disso implica que a idéia de um outro satélite natural seja absurda. A Terra pode ter uma nova lua por um curto período de tempo. Meteoróides passando muito perto do nosso planeta, cruzando as camadas mais altas da atmosfera, podem perder velocidade e se tornar satélites efêmeros da Terra. São efêmeros porque após cada perigeu perderão mais e mais velocidade até colidirem como meteoritos.

... E no entanto, ela existe!

Na verdade, a Terra possui pelo menos um outro companheiro em sua jornada. Descoberto em 1997 por Paul Wiegert e sua equipe, o asteróide 3753 Cruithne não é exatamente uma segunda lua, mas seu curioso movimento envolve interações com o sistema Terra - Lua. O astro tem uma órbita em forma de ferradura.Para compreender melhor, imagine uma estrada circular com três pistas. A Terra é um grande caminhão viajando com velocidade constante na pista central e o asteróide é um carro movendo-se um pouco mais lentamente na pista externa. Pouco antes do caminhão ultrapassar o carro este aumenta a velocidade e desvia para a pista interna. O carro então se afasta, mas, sendo uma estrada circular, ele acaba sendo alcançado pelo caminhão. Pouco antes de ser ultrapassado ele de novo desvia para a pista externa e todo o ciclo se repete. O asteróide não ficará neste movimento para sempre, porém hoje ele é, sem dúvida, um inusitado parceiro de dança da Terra. Não é um movimento fácil de entender e uma simples figura não seria muito esclarecedora. Após umas poucas órbitas, linhas conectam Cruithne à Terra, construindo a aparente trajetória do astro do nosso ponto de vista. Repare como a órbita desse asteróide interage com a nossa. Mas não há risco de colisão: a maior aproximação de Cruithne fica a cerca de 40 vezes a distância Terra - Lua.

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O fantástico planeta X

enquanto investigava o planeta Urano, em 1841, John Couch Adams encontrou estranhos desvios em seu movimento orbital, comportamentos estranhos que só poderiam ser causados assumindo a existência de um planeta até então desconhecido, além de Urano. Mas Adams era muito jovem e seu trabalho não foi considerado pelos pesquisadores do famoso Observatório de Greenwich, onde ele apresentou suas idéias. Foi então que um outro astrônomo da época, o francês Urbain Le Verrier, também se interessou pelo problema. Ele não obteve respaldo do seu governo para iniciar suas observações, mas assim mesmo enviou os seus cálculos para o Observatório de Berlim, onde um novo planeta acabou sendo localizado em 23 de setembro de 1846. Era Netuno.

Hoje, Adams e Le Verrier dividem os créditos de terem previsto a existência de um planeta antes de sua observação propriamente dita. Le Verrier, porém, não ficou plenamente satisfeito com sua descoberta: ele acreditava haver mais um planeta além do recém descoberto Netuno.

Memórias de um planeta

Vários astrônomos e matemáticos publicaram suas próprias idéias sobre onde encontrar e como seria a órbita de um planeta trans-netuniano. Os dois trabalhos mais cuidadosos apareceram no início do século XX em "A procura de um planeta além de Netuno", Pickering, 1909, e "Memórias de um planeta trans-netuniano", Percival Lowell, 1915. Pickering chegou a propor sete planetas, denominados O, P, Q, R, S, T e U, com características físicas e orbitais diferentes entre si. Mais tarde apenas P seria considerado. Lowell, chamou o hipotético astro de planeta X e foi assim que ficou conhecido do público. A partir de 1909 ele empenhou-se numa jornada pessoal em busca desse astro e seu maior desapontamento foi ter falhado em encontrá-lo. Ironicamente, no mesmo ano em que publicou seu trabalho, entre as quase mil fotos tiradas no seu observatório, estava Plutão. Mas ele não foi reconhecido até 1930, ano em que foi novamente observado, e oficialmente descoberto.

Em busca do último gigante

As estimativas para o planeta X apontavam para valores em torno de 50 vezes a massa terrestre. Com uma massa de apenas 1/455 vezes a da Terra, Plutão definitivamente não era o hipotético astro. Buscas cada vez mais minuciosas se sucederam, até que se acreditou que não haveria astro algum com massa e brilho semelhantes ao do planeta Netuno, exceto se numa órbita polar e situado próximo ao pólo celeste sul, onde poderia ter escapado da detecção.

O Telescópio de Hale (Monte Palomar, Califórnia, EUA) já foi o maior do mundo. No Observatório de Hale, em outubro de 1977, foi descoberto o asteróide Chiron, mais tarde identificado com um cometa. Com um diâmetro de 50 km e movendo-se muito além do cinturão de asteróides entre Marte e Júpiter, Chiron chegou a ser anunciado como sendo o décimo planeta, algo prontamente corrigido. Em 1992 um asteróide ainda mais distante foi encontrado: Pholus. Então, vários asteróides situados além da órbita de Plutão foram sendo descobertos, o que ajudou a elaborar o modelo do agora conhecido Cinturão de Kuiper.

Um pouco antes, em 1987, Daniel P. Whitmire e John J. Matese sugeriram um possível décimo planeta localizado 80 vezes a distância Terra - Sol, ou 80 UA (Unidades Astronômicas). Sua órbita estaria inclinada 45 graus sobre o plano da órbita terrestre e o seu período orbital seria de 700 anos (Plutão leva 248 anos para completar uma volta em torno do Sol). O trabalho desses pesquisadores acabou se revelando uma alternativa à hipótese Nêmesis... mas isso é a história que veremos a seguir.

Nêmesis, a estrela da morte

Embora não seja possível determinar quantas estrelas duplas existem na nossa galáxia, os astrônomos arriscam um limite inferior. Cerca de três em cada quatro estrelas da Via-láctea possuem uma companheira orbital. O nosso Sol é uma das poucas isoladas. Uma afirmação que só permanece válida dentro dos limites dos instrumentos que possuímos.

E se estivermos enganados? Não é difícil imaginar uma pequena estrela percorrendo lentamente uma órbita muito alongada em torno do Sol, de modo que dele não se aproxima menos que 20.000 UA (Unidade Astronômica; igual a 150 milhões de km), afastando-se até 90.000 vezes essa distância. Não seria muito luminosa, tampouco massiva, caso contrário já teria sido notada através dos telescópios na Terra ou das oscilações que provocaria no Sol. Seria um tipo de estrela conhecida pelos astrônomos como anã marrom. Estaria, no presente, no ponto mais afastado de sua órbita, cujo período teria não menos que 26 milhões de anos.

As sementes do caos

Cada vez que estivesse mais próxima do Sol, a força gravitacional da estrela anã já seria o bastante para perturbar severamente as órbitas dos pequenos corpos de gelo e rocha que, aos bilhões, gravitam muito além de Plutão formando um gigantesco ninho de cometas conhecido como nuvem de Oort. O desequilíbrio na nuvem de cometas faria com que milhares deles fossem atraídos em direção ao centro do sistema solar, onde alguns fatalmente encontrariam pelo caminho pequenos e frágeis mundos, como a Terra.

A cratera do Arizona foi provocada por um meteorito que caiu há 60.000 anos. Mas onde estariam as marcas de tais impactos? Não é fácil encontrá-las na Terra. O movimento das placas tectônicas já destruíram um número sem fim de crateras. Os períodos glaciais aplanaram tantas outras. Os ventos e as chuvas vão desgastando a beira das crateras, arrastando o solo das encostas para o centro. E assim mesmo ainda existem cerca de 100 crateras, embora a idade de todas elas não possa ser determinada com precisão. Se a Terra preservasse suas crateras, certamente seria tão esburacada quanto a Lua ou Mercúrio. E como a Lua não está sujeita aos processos erosivos que ocorrem aqui, nosso satélite é a melhor evidência de impactos violentos periódicos. E tais evidências, de fato, existem.

Nêmesis

A hipotética companheira do Sol foi sugerida pela primeira vez em 1985 por Whitmire e Matese, que a batizaram de Nêmesis, a deusa da vingança. Seria até mesmo possível que esta "estrela da morte" já estivesse presente em algum catálogo estelar, sem que ninguém tivesse notado algo incomum. Entre os defensores da existência de Nêmesis estão geólogos que apostam que a cada 26 ou 30 milhões de anos ocorrem extinções em massa da vida na Terra, paralelamente ao surgimento de uma grande cratera de impacto (ou várias delas).

Registros geológicos de fato indicam uma enorme cratera de impacto no mar do Caribe, com 65 milhões de anos, do final do período cretáceo, coincidindo com o fim do reinado dos dinossauros, quando se abriu o caminho para que nossos antepassados mamíferos tomassem conta do planeta e nossa própria espécie pudesse evoluir. Um ou mais cometas teria atingido a Terra, argumentam, envolvendo-a numa nuvem de poeira durante meses. Ainda em apoio a hipótese Nêmesis, os dados enviados pelo satélite IRAS (Infra-Red Astronomical Satellite), que permaneceu 10 meses em órbita no ano de 1983, revelaram um número altíssimo de objetos celestes até então desconhecidos, muitos dos quais mudaram de posição nesse curto período de tempo, indicando que estavam relativamente próximos.

As características físicas e orbitais de Nêmesis justificam o fato dela ainda não ter sido descoberta. Embora os mesmos dados do IRAS revisados e analisados com mais profundidade, além de observações mais recentes, parecem contestar a existência de qualquer objeto celeste que possa se enquadrar como Nêmesis. Para Richard A. Muller, da Universidade da Califórnia, Nêmesis poderia ser uma estrela anã vermelha, muito comum em nossa galáxia - e seria visível através de um binóculo ou pequenos telescópios! Como? Há cerca de 3.000 estrelas desse tipo já catalogadas, mas suas distâncias não são conhecidas. Muller acredita que a órbita de Nêmesis varia entre 1 e 3 anos-luz em torno do Sol (a estrela conhecida mais próxima é Proxima Centauri a 4,25 anos-luz). Assim mesmo a órbita de Nêmesis não seria usual, afirma Muller.

Também existem astrônomos que pensam que a órbita sugerida para Nêmesis seria demasiado instável para permitir que a estrela regressasse tantas vezes. Eles crêem que a estrela da morte, se algum dia chegou a existir, deve ter desaparecido no espaço profundo há muito tempo ou foi despedaçada pelo Sol. E há geólogos que afirmam que o surgimento regular de vulcões poderia imergir a Terra em meses de escuridão, levando a extinção de muitas espécies. A respeito de Nêmesis, um paleontólogo, Dewey McLean, chegou a declarar que "a ciência enlouquecera de vez". Mas a teoria não está morta e seus defensores apostam que Nêmesis será descoberta nos próximos dez anos. A questão permanece em aberto.

Adaptado da Resenha "A Astronomia do erro" de J.R.V.Costa.

O décimo planeta
Ronaldo Rogério de Freitas Mourão (*)

Planeta X foi o termo usado para nomear um planeta hipotético transplutoniano. Tal designação é duplamente justificável, de um lado, por tratar-se de um planeta ainda desconhecido e, por outro lado, por constituir eventualmente o décimo planeta do sistema solar. Desde o sucesso da descoberta de Netuno, em 23 de setembro de 1846, pelo astrônomo alemão Johann Galle (1812-1910), do Observatório de Berlim, com base nos cálculos do astrônomo e matemático francês Urbain Le Verrier (1811-1877), do Observatório de Paris, os astrônomos sonham em reproduzir esse acontecimento, considerado na época como um dos maiores triunfos da mecânica celeste: prever matematicamente a existência de um planeta nos confins do sistema solar. Para provar a existência e determinar a posição de Netuno, Le Verrier estudou as perturbações - inexplicáveis para época - que afetavam a órbita de Urano. Depois que o novo planeta foi descoberto e sua órbita bem determinada, verificou-se que Netuno não podia explicar completamente as perturbações do movimento de Urano, nem a sua trajetória se comportava exatamente como fora previsto. Estas novas perturbações residuais serviram de estímulo à procura de um planeta mais distante.

Dois astrônomos norte-americanos William Pickering (1858-1938) e Percival Lowell (1855-1916) determinaram, independentemente um do outro, a massa e a órbita desse objeto hipotético que foi designado por Lowell com o nome do planeta X. Apesar de meticulosas procuras fotográficas, não se encontrou nenhum sinal desse novo planeta até 18 de fevereiro de 1930, quando o astrônomo norte-americano Clyde Tombaugh (1906-1997) identificou o objeto tão procurado a menos de 6 graus da posição prevista. O planeta recebeu o nome de Plutão, deus do inferno na mitologia romana. Como este novo planeta possuía um diâmetro muito reduzido e um brilho muito inferior ao da previsão, deduziu-se, antes da descoberta de seu satélite - Caronte - em 1978, que a massa de Plutão era muito fraca para explicar as perturbações registradas nos movimentos de Urano e Netuno. Em conseqüência desse fato, os astrônomos retornaram à caça a um planeta transplutoniano.Em 1972, o astrônomo norte-americano Joseph Brady, da Universidade da Califórnia, ao estudar o movimento do cometa de Halley desde o século III a.C., detectou irregularidades em sua trajetória que foram atribuídas por Brady a um objeto transplutoniano - o planeta X - de massa estimada em 280 vezes a terrestre que gravitaria ao redor do Sol, a distância de 60 unidades astronômicas, (ou seja, em 9 bilhões de quilômetros), numa órbita quase circular inclinada de 120 graus em relação ao plano da eclíptica, e na qual levaria aproximadamente 464 anos terrestre para dar uma volta completa ao redor do Sol. Seu deslocamento orbital se efetuaria no sentido oposto ao dos outros planetas. Tal hipótese não foi aceita logo de início. Simulações realizadas atribuíram ao planeta de Brady uma densidade e um albedo que sugeriram que o seu brilho seria vizinho ao de um astro de décima primeira magnitude.

Ora, um objeto celeste com tal brilho raramente teria escapado aos astrônomos. De fato, se, por um lado, as pesquisas fotográficas, realizadas na Inglaterra e nos EUA, não permitiram que esse objeto fosse encontrado, por outro lado, os cálculos efetuados por duas equipes de norte-americanos do Observatório Naval e do Instituto Tecnológico da Califórnia demonstraram que o objeto de Brady era dinamicamente impossível de existir. A partir de 1976, os astrônomos norte-americanos Thomas Van Fladern e Robert Harrington (1942-1993), ambos do Observatório Naval de Washington, sugeriram a existência de um planeta X que descrevesse uma órbita fortemente inclinada em relação a eclíptica e muito alongada: sua distância ao Sol iria de 7,5 a 15 bilhões de quilômetros, com um período de translação de 800 anos terrestres. Essa hipótese tinha a vantagem de explicar duas características do sistema planetário: em sua passagem pelo periélio, há muito tempo, este planeta teria invertido o movimento do satélite principal de Netuno - Tritão - que possui um movimento retrógrado, assim como teria retirado Plutão da família dos satélites de Netuno para colocá-lo na órbita atual.

Mais tarde, Harrington propôs outra solução: um planeta de quatro vezes a massa terrestre que girasse ao redor do Sol a uma distância de 2,5 vezes a de Plutão. Apesar das pesquisas na constelação de Escorpião, onde deveria se encontrar esse planeta, com uma magnitude 14, até hoje nada foi identificado.Na década de 1980, os astrônomos brasileiros Rodney S. Gomes (1954- ), do Observatório Nacional, e Sylvio Ferraz Mello (1936- ), do Instituto Astronômico e Geofísico de São Paulo, com base no movimento irregular de Urano e Netuno, sugeriram a hipótese da existência de vários planetas X. Outro defensor do planeta X, o norte-americano Canley Powell, de Huntsville, Alabama, EUA, com base em seus cálculos sugeriu a existência de um astro muito análogo ao planeta Plutão, com uma massa de 0,35 vezes a terrestre. O objeto de Powell descreveria uma órbita de 204 anos terrestres, que estaria situada no interior da de Netuno. Powell foi o mais otimista de todos, ao propor para o planeta X o nome da esposa mitológica da Plutão: Proserpina.Parece que o planeta X só existe na imaginação de alguns astrônomos. Realmente, as perturbações residuais do movimento de Urano e de Netuno, utilizadas pelos defensores do planeta X, parecem oriundas, pelo menos em seu valor essencial, dos erros sistemáticos que afetaram as observações do século XIX. Para comprovar esse argumento, convém assinalar que durante os seus vôos a sonda Voyager 2 encontrou os dois planetas em suas posições previstas pelos cálculos realizados no Laboratório de Propulsão a Jato.

Para estabelecer as efemérides, ou seja, as localizações exatas de Urano e Netuno, os astrônomos desse laboratório da NASA tomaram o cuidado de não utilizar todas as observações anteriores a 1910. As últimas descobertas, desde 1992, de vários asteróides, situados além de Netuno ou de Plutão, parecem confirmar a existência de um anel de pequenos planetas, como foi proposto, em 1951, pelo astrônomo norte-americano Gerard Kuiper (1905-1973). Esses asteróides devem estar distribuídos numa faixa situada a distância de 500 unidades astronômicas. A massa desse anel seria talvez suficiente para explicar as irregularidades - se elas realmente existem - registradas nas trajetórias de Urano e Netuno.

Publicado no Correio Braziliense, 10 de fevereiro de 1997

O Planeta Destruidor

Não quero ser alarmista. Mesmo porque não vai adiantar muito. Muito menos profeta do apocalipse. Mas acredito que não devemos ficar na ignorância. A minha opinião sobre algo dito "místico" ou duvidoso é a mesma da do autor da frase: "Não acredito em bruxas, mas que elas existem, existem". Depois de coletar informações que me chegavam dos mais diversos ramos científicos, místicos, espirituais, ou canais de informação, como a Internet, cruzei dados interessantes à respeito de um planeta que se aproxima do planeta Terra, e cuja gravidade foi a responsável pelo desvio do eixo da Terra, milênios atrás, e, pelo visto, será novamente. Há tempos atrás eu já sabia (graças a escritos Sumérios) da (provável) existência de um planeta cuja órbita se estendia por outros sistemas solares. Agora tenho uma descrição melhor, coletada a partir de uma fonte que preferimos que fique anônima, mas cuja origem veio de uma lista de discussão pela Internet:

Transcrição: Sobre o tal planeta, tenho até receio de abordar esse assunto aqui, já que as informações que possuo são de fontes quentíssimas, as quais não posso citar (pois é, vão falar um monte por eu não poder comprovar nada, mas quem quiser aproveitar as informações que aproveite, quem não quiser por favor não me acuse de ser fantasioso, porque sou um pai de família muito sério). Há uma presença constante em muitas lendas e escritos antigos falando de um certo planeta ou astro que visitaria a Terra periodicamente. Os espíritas o chamam de Planeta X; o Apocalipse, de Absinto; os Babilônios, de Nibiru; o pessoal da Gnose, de Hercólubus; mas parece que o nome mesmo é Marduk, que é como os Sumérios o conheciam. O aparecimento cíclico deste corpo celeste está milenarmente ligado a catástrofes e fins de civilizações. Bem, a informação que tenho é que o tal planeta é muito grande, pouco maior que Netuno, e tem uma órbita extremamente elíptica, com um perigeu (distancia máxima do Sol) de 400 ou 500 unidades astronômicas (1 u.a.= distância da Terra ao Sol), e um perigeu de umas 4 ou 5 u.a. (entre o Cinturão de Asteróides e Júpiter). Ou seja, a maior parte do tempo ele fica longe demais do Sol (daí a dificuldade de detecção). Parece que ele é dotado de uma espécie de camada artificial sobre a atmosfera, para conservar o calor, a qual esta em infravermelho, fora do espectro visível. Lembro que apenas em 1997 é que foi encontrado o chamado décimo planeta, a uma distancia de cerca de 120 u.a.! (Plutão dista do Sol quase 40 u.a.). Imagine 500!

A aproximação deste corpo poderá causar seríssimas perturbações na Terra e em outros planetas, daí a correlação toda com várias profecias, e isto, se ocorrer, deverá ser nos próximos anos. É claro que ele já foi detectado por astrônomos (senão eu não estaria sabendo de nada), e pode ter certeza que a preocupação nos meios de Inteligência norte-americanos é enorme. - Fim da transcrição.

Comentários: Marduk, Planeta X, Hercolubus.... Seja qual for o nome, todos referem-se ao mesmo planeta. Seria o mesmo "abominável da desolação" de Jesus, a "abominação desoladora" do profeta Daniel, a "grande estrela ardente com um facho, chamada Absíntio" do Apocalipse de João, a "grande estrela", "o grande rei do terror", "o monstro" ou "o novo corpo celeste" de Nostradamus, o "astro Intruso" ou "planeta higienizador" de Ramatis ,o "planeta chupão" citado por Chico Xavier, ou o "Planeta X" procurado pelos astrônomos.

Os diversos profetas falam: Há uma certa semelhança entre o que fala o velho testamento e Nostradamus. Tais profecias são corroborados pelo que se pode ler nos livros espiritualistas. "E a um eclipse do sol sucederá o mais escuro e o mais tenebroso verão que jamais existiu desde a criação até a paixão e morte de Jesus Cristo, e de lá até esse dia, e isto será no mês de outubro, quando uma grande translação se produzirá, de tal modo que julgarão a Terra fora da órbita e abismada em trevas eternas". (Nostradamus, Carta a Henrique II )

"O Sol converter-se a em trevas, e a lua em sangue, ao se aproximar o grandioso e temível dia do senhor"
(Joel: 4:15 ou 3:15). Sol em trevas é fácil deduzir: eclipse. Quem já viu um eclipse lunar sabe que ela toma o aspecto avermelhado, cor de sangue.

"Quando o sol ficar completamente eclipsado; O monstro será visto em pleno dia; mas o interpretarão de outra forma. Não serão tomados cuidados: ninguém irá prevê-lo." ( Nostradamus, cent.III, q.34 )

Por passar em uma órbita perpendicular a da Terra,Marduk ainda não foi captado. E quando o for, os cientistas calcularão que ele passará distante. Será uma mera atração astronômica, como o cometa Halley. Mas subitamente o planeta desviará sua trajetória (na verdade o erro será de cálculo da órbita) e passará astronomicamente "perto" da Terra. O suficiente para as alterações a qual alude Nostradamus e a Isaías, na bíblia. Os espíritas avisam que a população não será alertada, até ser tarde demais. Nosso planeta sacudirá por 4 dias e 4 noites.

"A Terra está de todo quebrantada, ela totalmente se move com violência. A Terra cambaleia como um bêbado e balanceia como rede de dormir." (Isaias,24: 19-21)
"E logo depois da tribulação daqueles dias, escurecer-se-á o sol, e a lua não dará a sua luz, e as estrelas cairão do céu, e as potestades do céu serão abaladas. E então aparecerá o sinal do Filho do Homem no céu, como o relâmpago que sai do oriente e se mostra até o ocidente". (Mateus, cap.24, v.29:)

"Estrelas cairão do céu". Isso se deve a nossa perspectiva: quando a terra tremer (e bota tremer nisso) ,veremos as constelações "se movendo" rapidamente. O "sinal", visto de todo o planeta, muito provavelmente é o cometa de que fala Nostradamus, que pode ou não ser o Marduk. Uma outra hipótese é ainda mais espantosa, talvez com os extraterrestres finalmente descendo em todas as capitais da Terra em grandes naves (como é prometido por Ashtar Sheran).

"Aparecerá no céu, no norte, um grande cometa". ( Nostradamus, Cent. II, 43)
"A Lua, devido ao novo corpo celeste, aproximar-se-á da Terra e seu disco aparecerá 11 vezes maior que o Sol, o que provocará maiores marés e inundações". (Nostradamus, cent. IV, q. 30 )

A Terra,que atualmente tem o seu eixo levemente inclinado,recuperará sua posição vertical. O mar invadirá continente adentro,e novas terras aparecerão do oceano. Deve-se, então, procurar os lugares mais altos.

Cristo disse: "quando virdes o abominável devastador, que foi predita pelo profeta Daniel, posta no lugar santo (firmamento?) - o que lê entenda - então os que se acham na Judéia, fujam para os montes. (Mateus 24: 15-16)

As fontes de estudo são unânimes em afirmar que dois terços da população da Terra morrerão:
"Em toda a terra, diz o Senhor, dois terços dela serão eliminados, e perecerão; mas a terceira parte restará nela"
( Zacarias,13:8). "Farei passar a terceira parte pelo fogo,e a purificarei, como se purifica a prata, e a provarei, como se prova o ouro...." (Zacarias,13:9)

Claro que tudo isso pode ser evitado, como o próprio Nostradamus diz. E ele continua: bilhões vão morrer, mas um terço da humanidade sobreviverá e repovoará o planeta,e a Terra viverá em paz pelos restos de seus dias, até o ano 3.600 e alguma coisa, quando a Terra finalmente esgotará seus recursos.

Espiritualidade

Interpretando esse fenômeno na visão espírita e católica, essa será a separação do Joio do Trigo. Diz-se que os ciclos de reencarnação na Terra estão acabando (a tão prometida longevidade virá,através da ciência?), pois a Terra deixará de ser um planeta de expiações (pagamento de penas),e,quem não "tomar jeito" agora, não vai ter mais tempo de se redimir, indo para outras esferas mais baixas (outros planetas, assim como a Terra, só que ainda menos adiantados). Ou seja...o paraíso é aqui.... ou melhor.. SERÁ aqui, algum dia. O Marduk vibra numa faixa tão baixa, tão ruim, que os espíritos afinados com essa faixa vão ser sugados para lá.

Ou seja, atrai os espíritos "ruins", atrasados, que vibram na mesma sintonia. Serão ,assim, arrastados pelo planeta, até serem "jogados" em outro planeta menos evoluído, como aconteceu com a Terra, nos primórdios da humanidade. Não, não vai ser como com os malucos do Heaven Gate. Isso se dará ao nível espiritual somente. Esperem, porém, diversas seitas que surgirão prevendo o apocalipse e proclamando o suicídio coletivo como forma de "ir junto com o planeta salvador", ou pregando a salvação!

Detecção do Planeta

É verdade. Ele já foi detectado pelos cientistas, mas que não estão (sabiamente) fazendo alarme. A massa (como os cientistas o chamam ainda) está chegando a Plutão. A órbita dele sai do nosso sistema solar e vai pra outro. Não pode ser visto. Por algum motivo, ele é composto de um material que ABSORVE toda a luz (talvez seja composto da matéria escura que forma 99% do universo e que os cientistas admitem que não conseguem ver). A diferença para um buraco negro é que ele não suga a luz, apenas não a reflete. Outro fator é que a órbita dele é perpendicular à da Terra. Só se sabe da existência dele porque, quando ele passa próximo a alguma estrela, a gravidade dele causa uma curvatura na luz que chega aqui na Terra. É assim que se descobrem muitos planetas fora do sistema solar. E assim foi descoberto que essa "massa" é dotada de GRANDE poder gravitacional.

Em 1980 o jornal O GLOBO publicou que as sondas Pioneer 10 e 15 estavam à procura de um suposto planeta X, que, com sua força, alterou as órbitas de Netuno e Urano. Os cientistas tem 99% de certeza de que isso foi causado por um corpo com a massa do tamanho da terra, ou no máximo 4 vezes maior. Tudo isso cientificamente... um cientista chegou a cogitar a hipótese desse planeta ser na verdade uma anã,ou um buraco negro. Aliás, vou procurar se ainda tenho o livro da TIME-LIFE sobre civilizações antigas, onde li isso uns anos atrás, e agora correlacionei.

Marduk

Os povos antigos sabiam,de alguma forma,da existência de um 12° planeta, assim como os sumérios,que descreviam a órbita desse planeta, que leva 6.666 anos terrestres para percorrer uma órbita elíptica em torno do nosso Sol, fazendo um "laço" à volta dos planetas exteriores (lembra algo bíblico? Eu li isso num livro da Time/Life). Os sumérios o chamavam de Nibiru. Os Babilônios o rebatizaram de Marduk,em homenagem ao seu Deus nacional. Também conhecido como Hercolubus. Os sumérios dizem que o planeta era habitado pelos Anunnaki, também conhecidos como Nefilim,que utilizavam a órbita singular do planeta como um observatório em movimento.

O QUE DIZEM OS ASTRÔNOMOS

O Último Êxodo - Editora Sociedade Editora Espírita F. V. Lorentz, Autor Mauro Fonseca, 2 ª Edição revisada: 1995

Página 11: Vamos começar nossa pesquisa, transcrevendo parte de algumas reportagens sobre um corpo estranho em nosso sistema solar (os grifos são nossos) :

Em 15/06/88 o jornal "O GLOBO" publicou o artigo abaixo, de que extraímos parte : "SONDAS PIONEER REFORÇAM A TEORIA SOBRE DÉCIMO PLANETA - Mountain View, Califórnia - Em funcionamento perfeito após 15 anos de serviço, as sondas espaciais americanas Pioneer 10 e 15 - as mesma que já enviaram à Terra as primeiras fotos detalhadas de Júpiter e Saturno - estão procurando agora o misterioso "Planeta X", cuja suposta órbita se situaria além de Plutão, informaram cientistas do laboratório da Nasa em Mountain View. A existência desse planeta, que seria o décimo do Sistema Solar, é indicada pelas anomalias observadas nas órbitas de Urano e Netuno, as quais poderiam ter sido provocadas pelas forças de gravitação do "X", disse um dos cientistas, o professor John Anderson. Estamos seguros, com 99 por cento de possibilidades de acerto, de que as órbitas de Urano e Netuno estão desestabilizadas, e que um dos possíveis causadores de tal fenômeno é esse planeta ainda desconhecido - acrescentou. Segundo Anderson, esse planeta, se de fato existe, tem no mínimo uma massa igual à da Terra, e no máximo quatro vezes maior.

Página 12: A Revista "SUPER INTERESSANTE", em seu número de novembro de 1988, publica o seguinte artigo:

"EM BUSCA DO PLANETA X - Não é apenas junto a estrelas distantes que os astrofísicos procuram planetas. Eles acreditam que existe um solitário corpo celeste perdido no Sistema Solar, para lá de Plutão, que fica a 5,9 bilhões de quilômetros do Sol. A massa desse décimo planeta poderia ser cinco vezes maior que a da Terra; o tamanho, o dobro. Apropriadamente chamado Planeta X, demoraria nada menos de mil anos para dar urna volta completa em torno do Sol, de tão longe que estaria dele. A procura desse planeta começou no século passado, depois que o astrônomo americano Percival Lowell (1855-1916) previu sua existência matematicamente, a partir das perturbações nas órbitas de Urano e Netuno. Para Lowell, elas só podiam ser causadas pela atração gravitacional de um planeta mais distante. A sonda Pioneer 10, que já quase alcançou o limite do sistema solar, ainda não viu sinal de X. Isso poderia ser explicado, segundo os especialistas da NASA, por sua estranha órbita, praticamente perpendicular à a Terra".

Página 13: "JORNAL DO BRASIL" de 05.06.89:

"PIONEER 10 - UMA JORNADA INTERMINÁVEL - Este mês faz seis anos que a nave Pioneer 10 passou pela órbita de Plutão em busca das fronteiras exteriores do Sistema Solar, à velocidade de 40 mil quilômetros por hora. Nessa viagem aos limites do nosso sistema planetário, os cientistas da NASA esperam conseguir informações sobre a possível existência de um décimo planeta e,..."

"0 GLOBO", de 13.01.90: "ASTRÔNOMOS INTENSIFICAM BUSCA A DÉCIMO PLANETA DO SISTEMA SOLAR - WASHINGTON - Astrônomos do Observatório Naval americano informaram ontem estar concentrando esforços na busca de um décimo planeta numa região específica do Sistema Solar. As teorias sobre a existência desse planeta surgiram devido ao "empurrão" gravitacional que interrompe as órbitas de Urano e Netuno... Com o uso de computadores, cientistas simulam teorias sobre a possível localização do planeta...
Harington diz que o planeta seria de três a cinco vezes maior que a Terra e se encontra numa órbita três vezes mais distante do sol que as de Netuno e Plutão".

"JORNAL DO BRASIL", de 07.08.90: "SISTEMA SOLAR SOFRE AMEAÇA DE BURACO NEGRO - 0 décimo planeta do Sistema Solar pode ser um buraco negro. A conclusão é do cientista soviético Vladimir Radziyevski, que vem estudando as perturbações provocadas na órbita dos cometas pela existência de um corpo celeste obscuro, nas bordas do nosso sistema planetário. Embora esse tipo de cálculo apresente muitas incertezas, Radziyevski estima que a massa do décimo planeta é milhares de vezes maior que a terrestre. Um objeto tão massivo não poderia ser um planeta. Seria urna estrela fria, do tipo anã marrom, ou então um buraco negro... Baseado em seus cálculos, Radziyevski acha que a humanidade assistirá a grandes cataclismos dentro de 50 ou 100 anos, quando a estrela negra estiver mais próxima da Terra... Radziyevski tem trabalhado com o astrônomo americano John Anderson, que estuda as perturbações que o astro desconhecido estaria causando na órbita dos Planetas Urano e Netuno".

"0 GLOBO", de 29.08.90: "COMETAS REVELAM 0 DÉCIMO PLANETA - Astrônonios de todo o Mundo já dispõem de provas indiretas da existência de um ou dois corpos invisíveis de grande massa situados além de Plutão, o planeta mais afastado do sistema solar. As pesquisas mais adiantadas estão sendo feitas pelo professor Vladimir Radziyevsld, da URSS, e pelo cientista John Anderson, dos EUA. As pesquisas de Anderson baseiam-se no clássico método da teoria das perturbações, pelo qual se descobre a órbita, massa e posição de um planeta desconhecido através das chamadas "discrepâncias" no movimento de um planeta conhecido. Essa teoria mostrou ser correta na descoberta de Netuno, próximo de Urano, que provoca enormes discrepâncias na órbita de seu vizinho. 0 cientista soviético, no entanto, elaborou um método diferente e, na sua opinião, o planeta desconhecido tem, no mínimo, massa dez vezes superior à determinada pelo cientista americano. 0 astrônomo soviético utiliza as estatísticas sobre cometas para "sondar" o espaço distante, além de Plutão. 0 método é considerado eficiente porque o número de cometas é muito grande, o que aumenta as possibilidades das estatísticas, e porque eles se afastam do Sol durante muito tempo e a grande distância.

Os planetas ainda não descobertos agem como um corpo perturbador à órbita elíptica dos cometas. 0 deslocamento do ponto de cruzamento da órbita dos chamados cometas diretos ocorre, segundo os astrônomos, em sentido inverso, ou seja no sentido dos ponteiros do relógio. De acordo com os cálculos do professor Radziyevski, a velocidade do deslocamento dos pontos de cruzamento de todos os cometas de curto período é inferior às previsões teóricas. Baseado nesta discrepância, ele calculou a massa do corpo perturbador e verificou que deveria ser enorme, milhares de vezes superior à terrestre. Como uma massa dessa magnitude não pode pertencer a um planeta com órbita circular, questiona-se a possibilidade de este corpo ser um anão negro (estrela fria) ou até um buraco negro".

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