Projeto Filadelfia


Entre as histórias estranhas que circulam pelo planeta, certamente a do Projeto Filadélfia está entre as principais e, apesar de inúmeros desmentidos por parte do governo norte-americano, o assunto se recusa a desaparecer.
Por Monica Storino
    Quem nunca desejou entrar invisível em algum lugar? Ou observar a reação de alguém sem que a pessoa soubesse que estava sendo vista? Pois aqueles que acham que a idéia da capa da invisibilidade é coisa apenas para os fãs da série Harry Potter estão absolutamente enganados. Segundo várias teorias, em 1943, o governo e a Marinha dos Estados Unidos fizeram uma experiência com o intuito de transformar esse sonho em realidade.
Em plena Segunda Guerra Mundial, a maioria das embarcações mercantes norte-americanas estava sendo afundada por submarinos nazistas, o que causava grandes prejuízos. Na tentativa de impedir esses ataques, foi elaborado um plano para fazer com que os navios passassem pelos radares inimigos sem que fossem detectados.
Conhecida como Projeto Filadélfia, a experiência ultra-secreta se baseou na teoria do campo unificado de Albert Einstein e nos conhecimentos do cientista Nicolai Tesla. Segundo consta, Tesla já havia realizado experiências bem-sucedidas no sentido de fazer desaparecer alguns objetos. Entretanto, ele desistiu de seu projeto temendo que suas descobertas fossem usadas para fins militares.
De acordo com as informações disponíveis, o navio escolhido para "desaparecer" foi o destróier U.S.S. Eldridge. Uma aparelhagem específica, que contava com quatro gigantescas bobinas, foi montada a bordo. Essas bobinas estavam ligadas a geradores de baixa freqüência, mas com alta intensidade, o que criava uma névoa verde, resultado da ionização do ar, e um zumbido, devido à eletricidade estática.
Vários testes com animais foram feitos antes da idéia ser definitivamente colocada em prática. Diz-se que a energia liberada durante os testes matou alguns bichos e fez com que outros desaparecessem definitivamente, mas ainda assim a Marinha decidiu levar o projeto adiante.
No dia 12 de outubro de 1943, o U.S.S. Eldridge teria ancorado no porto da Filadélfia com a tripulação a bordo. Assim que a aparelhagem da experiência foi ligada, o que aconteceu foi tão insólito que surpreendeu os militares e cientistas: o navio começou a oscilar entre o estado de visibilidade e invisibilidade. Depois de algum tempo nessa situação, ele simplesmente desapareceu completamente dos radares, e também da vista humana.
A partir desse ponto, existem diversas teorias sobre o seu paradeiro. Foram quatro horas sem qualquer comunicação até que  tivessem novamente notícias concretas do U.S.S. Eldridge. De acordo com alguns relatos, durante essas quatro horas, o navio fez uma rápida aparição em Norfolk, a 400 quilômetros da Filadélfia. Uma possibilidade cogitada é a de que ele teria viajado quarenta anos para o futuro ou, ainda, ficado preso temporariamente em outra dimensão.
Existe também a história de que um grupo de marinheiros da tripulação teria se materializado em um bar do subúrbio da Filadélfia. Segundo um jornal da época, eles atravessaram a parede e teriam criado uma confusão com os clientes do local, sem motivo aparente. A polícia foi chamada, mas quando chegou para acabar com a briga, os marujos haviam simplesmente desaparecido no ar.
O único consenso existente é o de que, após quatro horas, o U.S.S. Eldridge se materializou novamente no porto da Filadélfia, envolto por uma névoa verde. Porém, a embarcação estava parcialmente arrasada e o que se viu ali dentro foi uma cena digna dos melhores filmes de terror. Além de estar toda coberta por uma espécie de fuligem, com os mastros quebrados e as instalações parcialmente derretidas, a maioria dos equipamentos de bordo tinha sido destruída.
Já a tripulação estava em estado agonizante. Parte dos sobreviventes vagava sem sentido de um lado para o outro, sem a menor consciência do que acontecia à sua volta; outros vomitavam continuamente, além de desaparecer e reaparecer enquanto caminhavam. Existiam, ainda, alguns tripulantes que estavam com as roupas pegando fogo e outros com os corpos derretidos e fundidos às paredes ou ao convés do navio.
O que aconteceu com os sobreviventes após o dia fatídico também é um mistério. Consta que alguns começaram a manter contato com criaturas estranhas – talvez extraterrestres –, outros passaram a transitar constantemente entre dimensões, e uma pequena parte morreu, tempos depois, de um fogo que surgia do nada e queimava totalmente seus corpos, no fenômeno conhecido como combustão espontânea.
A única coisa que se sabe com certeza é que nenhum deles tem paradeiro definido. Especula-se que grande parte da tripulação tenha sido internada em centros psiquiátricos, sem chance de recuperação, e outros simplesmente sumiram sem deixar rastros. Diz-se que esses desaparecimentos não foram assim tão casuais – especulando-se sobre uma possível atuação de agências do governo –, mas até hoje nada foi provado nesse sentido.
Apesar de existirem inúmeras teorias afirmando que órgãos da inteligência americana possuem filmagens dessa experiência catastrófica, aparentemente não há qualquer forma legal de provar que o Projeto Filadélfia realmente aconteceu. Após décadas de pesquisa, não foi encontrada uma só prova sólida que dê credibilidade a todas essas especulações, e a Marinha e o governo norte-americanos negam qualquer tipo de teste.
Os primeiros boatos a respeito desse experimento começaram a surgir quando um marinheiro chamado Carlos Miguel Allende, ou apenas Carl Allen, afirmou ter presenciado o desaparecimento do U.S.S. Eldridge. Segundo sua história, ele fazia parte da tripulação de outro navio e, quando estava chegando ao porto da Filadélfia, naquela mesma data, pôde observar em detalhes tudo o que se passou. Sua identidade nunca foi realmente comprovada apesar de seu nome constar da lista de funcionários da Marinha naquela época. Porém, seus relatos sobre o caso são bastante detalhados.
Em janeiro de 1956, Allende começou a enviar uma série de cartas ao dr. Morris Jessup, um astrônomo, professor e famoso autor de livros como The Case For The UFO, publicado em 1955. Nelas, o suposto marinheiro afirmava ter assistido ao desaparecimento do Eldridge quando se encontrava a bordo do navio mercante SS Andrew Furuseth, e revelava vários detalhes técnicos e científicos sobre o acontecimento.
Nas cartas, ele afirmou que, quando seu navio já estava quase atracando no porto da Filadélfia, com os motores praticamente desligados, ouviu gritos mandando virar para a direita. Sem entender muito bem o que isso significava, obedeceu à ordem e só então percebeu que, se não tivesse feito essa manobra brusca, teria colidido com uma outra embarcação. Por ter chegado tão próximo, ele conta ter conseguido observar bem os detalhes do destróier e ler seu nome com clareza: U.S.S. Eldridge.
Alguns segundos após a manobra, Carlos Allende começou a ouvir um ruído suave que, em questão de minutos, se tornou quase ensurdecedor. Junto com o barulho, o ar em torno do barco se transformou em uma névoa verde, rodeada de eletricidade e que girava no sentido contrário ao dos ponteiros do relógio. Foi então que o navio desapareceu de sua vista.
Ao atracar, o marinheiro tentou obter com funcionários locais alguma informação que o levasse a entender melhor aquilo que havia presenciado. Suas perguntas tiveram como respostas apenas sorrisos irônicos. Entretanto, para sua surpresa, depois de transcorrido um longo período, quando observou novamente o ancoradouro do porto, o U.S.S. Eldridge estava ali parado, como num passe de mágica.
As correspondências de Allende seguem relatando vários incidentes estranhos, considerados como o resultado da experiência na tripulação do destróier. Ele ainda conclui que as conseqüências desastrosas do Projeto Filadélfia amedrontaram a tal ponto os responsáveis que eles decidiram encerrá-lo definitivamente, três anos depois.
O dr. Morris Jessup ficou bastante intrigado com a série de cartas e tentou obter informações mais concretas sobre o caso. Pediu-as primeiro a seu correspondente, mas ele não pôde lhe dar mais detalhes além dos que já havia fornecido. Foi então que o dr. Morris começou a buscar explicações com as autoridades norte-americanas.
Infelizmente, apesar de ganharem grande projeção na mídia, essas tentativas também não obtiveram sucesso e suas investigações terminaram com sua morte na noite de 20 de abril de 1959, quando foi encontrado asfixiado. Aparentemente, o astrônomo se suicidou, já que uma mangueira foi conectada ao cano de escape e colocada dentro de seu carro. Na época, surgiram muitas especulações de que ele teria sido "silenciado", mas nada foi provado.
Já o misterioso Carlos Allende jamais foi encontrado. As únicas informações precisas a seu respeito são sobre o passado. Nascido em Springdale, na Pensilvânia, em maio de 1925, alistou-se na Marinha dos Estados Unidos em 14 de julho de 1942, e se licenciou dez meses depois. Logo após, em julho de 1943, entrou para a Marinha Mercante, onde permaneceu durante quase dez anos. Ninguém sabe ao certo seu paradeiro nos anos seguintes. As últimas informações concretas obtidas são do registro da previdência social, segundo a qual ele morreu em Colorado, em 1994.
Anos depois das denúncias feitas por Carlos Miguel Allende, outra suposta testemunha do Projeto Filadélfia se apresentou. Seu nome era Alfred Bielek, e ele afirmava ter sido o responsável por toda a parte eletrônica do U.S.S. Eldridge. Diferentemente do que se imaginava, ele relatou que o experimento teria ocorrido em duas fases: a primeira em julho, e a outra em agosto de 1943; ou seja, alguns meses antes da data estipulada por Allende.
Bielek disse que a experiência foi bem-sucedida e o navio, além de ter sido teletransportado, também viajou no tempo, surgindo no ano de 1983, uma vez que foi aberta uma fenda temporal. O relato dele é extremamente confuso e envolve a presença de naves e seres extraterrestres, o que para muitos pesquisadores tira qualquer credibilidade.
Ele afirma ainda que sofreu uma lavagem cerebral e, por isso, se calou durante tanto tempo. Suas lembranças só retornaram quando assistiu ao filme Projeto Filadélfia (The Philadelphia Experiment, 1984), uma ficção científica dirigida por Stewart Raffill e baseada no livro The Philadelphia Experiment: Project Invisibility (1979), de Charles Berlitz e William L. Moore.
O mais incrível no relato de Bielek é a denúncia de que experimentos ultra-secretos semelhantes ao Projeto Filadélfia continuaram ocorrendo, com sua participação, durante os anos 1970 e 80. Independentemente de ser verídica ou não, ele tem sustentado sua história em livros, conferências e entrevistas.
Bielek não é o único que alega ter estado a bordo do U.S.S. Eldridge na data do seu suposto desaparecimento. Eventualmente, algumas testemunhas surgiram relatando outras histórias, mas todas elas têm algo de estranho em comum: são quase inteiramente idênticas ao roteiro do filme de ficção.
Até hoje, cientistas se debruçam sobre as evidências e tentam comprovar se seria ou não possível fazer algo desse tipo utilizando apenas os conhecimentos daquela época. Entre novas pistas e especulações, a Marinha e o governo norte-americanos continuam produzindo relatórios com o intuito de enterrar de vez essa história. Porém, o Projeto Filadélfia é uma daquelas histórias que se recusam a morrer.
Cada dado fornecido pela Marinha é imediatamente contestado por aqueles que acreditam piamente que a experiência ultra-secreta tenha existido de fato, e quanto mais se mexe nessa história, mais ela ressurge e volta à mídia.
As últimas novidades surgiram em um artigo do site Paranormal News (www.paranormalnews.com). Segundo o autor, Bill Knell – seminarista e estudioso de casos que envolvem OVNIs e experiências relacionadas com o Projeto Filadélfia – os testes ocorreram há muitas décadas, mas seus efeitos continuam vivos e suas conseqüências ainda podem trazer muitas surpresas e informações.
Knell mantém um website onde relata de forma reduzida histórias lendárias e seus conhecimentos sobre elas. Por meio do site, recebe muitas mensagens, e uma das últimas envolveu o Projeto Filadélfia. Segundo conta em seu artigo, uma senhora a quem ela chamou Virginia, teria enviado uma mensagem relatando um estranho acontecimento.
Ao se aposentar, Virginia e o marido compraram uma casa perto da costa de Maryland, Estados Unidos. Quando estavam envolvidos com a reforma de um pequeno quarto, juntamente com dois amigos, a senhora começou a sentir dores no estômago. Em seguida, as outras pessoas também apresentaram sintomas semelhantes e, subitamente, uma névoa verde surgiu diante deles. Dentro dessa névoa, materializou-se uma figura humana vestida com um uniforme antigo de marinheiro, trazendo consigo um forte odor de ozônio. Antes que qualquer um dos presentes pudesse esboçar reação, o homem disse: “2005! Cuidado com 2005! Eles estão brincando com o seu futuro!”, desaparecendo logo em seguida.
O grupo decidiu buscar informações para entender o que tinham presenciado e decifrar a mensagem que haviam recebido. Durante a busca, encontraram o website de Knell e diversos detalhes sobre o Projeto Filadélfia.
Concluindo que o marinheiro que haviam visto deveria fazer parte da tripulação que estava no U.S.S. Eldridge, o casal relatou sua história ao pesquisador, que se encarregou de prosseguir as investigações.
De acordo com o artigo publicado no site Paranormal News, Knell acredita que essa visão tenha sido uma advertência sobre coisas que virão a acontecer em 2005. E vai ainda mais longe, afirmando que o governo saberia dessas mensagens e que, apesar de entender seu significado, prefere arcar com as conseqüências a admitir que as recebe. Um exemplo fornecido por ele é o atentado ao World Trade Center, em 11 de setembro de 2001.
Se essas mensagens e o Projeto Filadélfia são histórias verdadeiras, ou apenas lendas que se perpetuam com o passar dos anos, ninguém é capaz de provar. Entretanto, também não existe uma pessoa que possa enterrá-las definitivamente.

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