Bem e Mal

Depois de tantas oscilações e variações no meu padrão energético geral, entrei num período de transição para reajustes vibracionais. Durante fases assim, as vivências interiores se tornam raras, o que propicia uma oportunidade para pensar melhor sobre o que ocorreu e esclarecer novas conceituações. No presente momento, a problemática óbvia que surgiu (depois da constatação de que querer banir e/ou destruir as Trevas de si e da Terra era um método bélico treva perfeito para alimentá-las e mantê-las bem atuantes) seria reclassificar o que viria a ser “bem” e “mal.
Durante o início da minha formação, aprendera com familiares e com regras sociais inúmeros parâmetros que definiam razoavelmente as fronteiras destes dois fatores. Porém, desde que comecei a observar melhor as pessoas, notei o quanto estas fronteiras eram distorcidas com o objetivo de satisfazer determinados desejos absolutamente egocentrados (e esta alteração dos limites poderia acontecer até com intenções positivas de se querer “o melhor para o outro”). Esta delimitação se tornava mais imprecisa se fossem considerados parâmetros mais abrangentes, tanto para fases da História terrestre com as suas diversas civilizações, como em relação às regras culturais dos vários povos, ainda muito diferenciadas nesta época atual. Além disso, havia a maneira como enfocar a Vida, se do ponto de vista do utilitarismo social (agir, objetivando “o melhor” para o maior número possível de pessoas), ou baseando-se em princípios que levassem em consideração o respeito à Mãe-Terra. Ver a interação das pessoas dessa forma não era uma novidade. Muito sobre isso já foi falado e discutido por diversos filósofos, sociólogos e religiosos, além de ser de senso comum entender a Vida na Terra dessa maneira.
Contudo, fazer o bem ou o mal se tornou inesperadamente relativo para mim quando descobri a existência das realidades paralelas com leis diferenciadas das da 3D, com seus seres interferindo constantemente sobre nós. Ou seja, éramos impelidos a nos comportar de acordo com regras desconhecidas pelo nosso consciente e de diversas maneiras que não só mais pelos nossos desejos egocentrados ou ditames socioculturais. Para ampliar este leque de possibilidades, aprendi sobre a Lei do Carma, que relaciona e coordena as interações boas ou más entre os indivíduos de acordo com fatores que não pertencem somente à vida atual. Neste caso, o que hoje poderia ser considerado um ato de bondade desmedida ou uma atrocidade está absolutamente de acordo com a lei da ação e reação cósmica, do “plantar e colher o que plantou” (quando algozes e vítimas se encontram “novamente”), apesar de ambas as partes nada lembrarem conscientemente das dívidas e ações pregressas para assim interagirem. E a Lei do Carma inclui também os relacionamentos com os seres viventes nas outras realidades existenciais.
A relatividade de atuarmos de forma “certa” ou “errada”, fazendo o “bem” ou o “mal”, foi estendida quando foi-me ensinado que TODOS os seres de TODOS os Reinos da Natureza possuem algum grau de consciência, e se multiplicou quando descobri a multidimensionalidade simultânea da Vida. Assim, todo e qualquer ato, emoção ou pensamento, atinge de imediato todos os seres em todos os rincões do universo, em qualquer “bolsão de espaço-tempo”, porque tudo acontece AGORA. Dessa forma, a idéia que tinha sobre evoluir de acordo com erros e acertos (atitudes más e boas) perdia o sentido. Esta descoberta reconceituou o que concebia da Lei do Carma, não mais se referindo a colheitas de plantios de eus no passado para se ter um próspero futuro ainda por se fazer, mas sim um sistema de equilíbrioenergético no AGORA de acordo com a seqüência integrada das vidas (eus correlacionados a mim “no passado”, juntamente a eus “do futuro” que já existem). Encarando os relacionamentos entre as criaturas desta forma tão ampla e extremamente abrangente, como afirmar que isto ou aquilo é bom ou mau para algo ou alguém, se não temos a visão do Todo e das compensações cármicas entre todos os eus envolvidos dentro do Grande Jogo do Criador, em “todos os tempos”, simultaneamente?
Esta concepção geral foi novamente ampliada quando aprendi que é possível utilizar de maneira positiva características-sombra do nosso temperamento e foi completamente alterada em definitivo quando descobri que tudo e todos seguimos scripts delineados pela Grande Mente Cósmica (e esta é composta por tudo e todos no AGORA das multidimensões simultâneas). Assim, somos co-manifestadores da Criação a cada momento, mas isto só acontece por estarmos restritos a um específico “bolsão de espaço-tempo” e vivendo paulatinamente nossas vidas correlacionadas. Neste caso, a velha concepção de que possuímos livre-arbítrio para escolher fazer o bem ou o mal para algo ou alguém passou a não mais existir. Esta conceituação diferenciada me reportava de novo (e de uma maneira mais profunda) ao que entendera anteriormente sobre não ter a visão do Todo, principalmente para compreender a sabedoria (ou as razões) da existência de scripts da Vida na Terra contendo o mal tão deflagrado, causando tanta dor e sofrimento em todos os Reinos. Que “sabedoria” seria esta?
De acordo com a seqüência dos aprendizados, a resposta que recebera a esta dúvida complexa e desconcertante deixava clara a existência de leis opostas pertencentes a dois universos imbricados (o universo-verso da Luz e o universo-inverso das Trevas), sendo a 3D e adjacências uma região razoavelmente ampla que mescla habitantes provenientes dos dois universos. Quando visitara o Umbral, observara Trabalhadores da Luz “morando lá” com o objetivo de minimizar a atuação das Trevas na 3D e para resgatar seres da Luz que, por scripts, estavam retidos ali mesclados com os habitantes naturais das sombras. Também sabia da existência de seres das sombras freqüentando as regiões sutis do Astral como Trabalhadores das Trevas, “morando lá”, esforçando-se também para aumentar a atuação das Trevas na 3D, como também para resgatar seus iguais retidos neste patamar existencial por seus scripts. Neste caso, estas duas regiões adjacentes à 3D também teriam atuações boas e más que dependeriam, de novo, da interpretação de qual regra primeva estes habitantes estariam seguindo. Portanto, seria esperado que “fazer o bem”, o “agir corretamente”, para os seres provenientes do universo-luz não fosse o mesmo para os seres provenientes do universo-treva. E, como TODOS os seres da 3D e adjacências são mesclados em alguma medida de Luz e Treva (à despeito de qual universo tenha surgido sua partícula de consciência), dentro de cada pessoa estes conceitos inversos e opostos gerariam inúmeros conflitos, levando a atuarem de forma positiva ou negativa com os outros dependendo da situação, do temperamento e dos desejos pessoais envolvidos.
Se pensasse num específico “bolsão de espaço-tempo”, e em termos dos acontecimentos civilizacionais seguindo uma contagem de tempo linear, a “evolução” esperada para os seres provenientes do universo-luz teria objetivos, atitudes, esforços e iniciações opostas aos dos seres provenientes do universo-treva. Ou seja, para um mesmo assunto enfocado (por exemplo, ciência, espiritualidade, política, ecologia, ou sociologia), cada lado estaria se dedicando ao máximo – segundo suas leis básicas de atuação – para desenvolver e implementar na 3D e adjacências as suas prerrogativas e métodos existenciais, num esforço de propiciar ao “seu rebanho” ou a si mesmo o “melhor possível” nestas regiões. Neste caso, este “melhor possível” sempre seria às custas dos seres do universo oposto que partilham a mesma região, já que as leis existenciais são inversas, opostas e incompatíveis.
Tentando olhar o Grande Mistério de uma forma imparcial, como definir fazer o “bem” ou o “mal”, se tudo está absolutamente certo e milimetricamente arquitetado pela Grande Mente Cósmica para compor todas as nuances do Grande Jogo do Criador? O que viria a ser felicidade e sofrimento, já que as regras para um julgamento destes podem variar, dependendo de qual universo se olhe?
Como seria possível solucionar este impasse, como conseguir a Re-União, sem eliminar o “direito à vida” dos seres de ambos os universos? Como fazer isto sem perpetuar o sofrimento para qualquer dos lados, conseqüência da fricção provocada pelo contato entre leis existenciais antagônicas?
Apesar do aparente caos que um sistema dual e antagônico destes possa gerar, os universos Luz e Treva (com suas infinitas multidimensões) foram criados e são mantidos “vivos” por meio de fluxos de energia que tentam se equilibrar. Na terminologia esotérica, “carmicamente”. Em essência, esta lei de equilíbrio energético leva os fluxos e refluxos de energia a se compensarem em algum momento... e estes fluxos e refluxos nada mais são do que a interação constante entre os seres de todos os Reinos da Natureza existentes no cosmo nas multidimensões existencias, dentro dos seus respectivos “bolsões de espaço-tempo”... o Grande Jogo do Criador. Assim, tanto “fazer o bem” como “fazer o mal” é o que mantém a Criação existindo e se reformulando após as destruições...
Por mais absurdo que pudesse agora parecer, a pergunta que lançara aos Senhores do Carma se tornava sem sentido, porque incrivelmente relativa, dependente do universo de referência escolhido. E uma resposta só seria válida para o específico universo primevo enfocado, mesmo em se considerando a total mistura de ambos na 3D, onde ambas as regras, de certo modo, seriam cosmicamente válidas.
Depois desta conclusão, a dúvida óbvia seguinte era: se a 3D é composta por seres provenientes do universo-verso e do universo-inverso, de qual dos dois a minha partícula de consciência viera? E a das pessoas que conheço? Saber isso faria alguma diferença, posto que “tudo está sempre certo” e seguimos scripts perfeitamente imbricados aos dos outros para gerarmos fluxos e refluxos de energia para darmos vida ao Grande Jogo do Criador naTerra?

Definindo Luz e Trevas
Se fazer o bem ou o mal para algo ou alguém se tornou relativo e dependente das leis naturais do universo de referência escolhido, então se fazia necessário explicitar um pouco melhor o modus operandi do universo-verso da Luz e do universo-inverso das Trevas, com as percepções resultantes destes mecanismos de atuação.
Desde os primórdios do meu contato com as realidades paralelas, fui levada a me abrir aos seres de Luz. Aos poucos, fui aprendendo com eles como permitir a expansão do meu campo áurico, já que todos nós, desde pequenos, fomos impelidos ao exercício oposto para nos defender das contínuas agressões externas. Desfazer um sistema de crenças deste porte e implantar um novo demanda muito esforço pessoal e tempo, dependendo do quanto o campo e chacras estejam bloqueados e as razões que geraram esta condição.
Entretanto, quando meus canais foram finalmente abertos – de maneira a propiciar um contato mais amplo com os seres da Luz – gradualmente fui sendo preparada para ter condições de permanecer em ressonância com freqüências cada vez mais altas, sem romper meus corpos. Como conseqüência, trabalhei em serviços planetários com entidades das mais diversas linhas espiritualistas e Hierarquias planetárias, sistêmicas e extra-sistêmicas, levando meu campo em Luz a se expandir mais e mais. Com estes Instrutores, despertei as freqüências expansivas do amor, irmandade, integridade e verdade, apesar da impessoalidade e implacabilidade de alguns destes representantes.
Sempre que estava em abertura e comunhão consciente com os seres destes patamares existenciais sutis e sublimes, não havia a necessidade de explicar nada, a confiança e a fé eram naturais, porque o campo se torna fluido nestes níveis e em contato abrangente com o campo deles. São seres carismáticos pelas suas emanações, mas não possuem “magnetismo pessoal”. Podemos estar próximos a seres assim e nem nos apercebermos da sua presença no local, apesar de nos sentirmos muito bem repentinamente.
Ao usufruir do contato com os níveis da Luz, era capaz de saber de leis, história, objetivos traçados para o corpo-humanidade, fatos pertencentes ao “passado”, presente, e “futuro” (porque Tudo-É, agora) para melhor cumprir o serviço planetário que fora levada a executar. Nestes patamares, todos os seres desfrutam do amor, porque os campos naturalmente se tocam, entrelaçam e se somam, trazendo para cada parte que o compõe a sensação de estar completo... em paz e plenitude. Somos levados a desfrutar da beleza do mundo e acreditar que é possível encontrar a felicidade, a fraternidade e o respeito pelo próximo. O perdão e a compaixão brotam naturalmente de nós mesmos, porque sabemos a nós e aos outros.
Quando o contato consciente atinge os níveis existenciais de “pura luz”, não existem mais corpos delineados para locais, seres que o habitam, ou mesmo para o nosso eu ultradimensional ao qual nos conectamos. Conseguimos reconhecer um “outro ser” pela freqüência característica emitida por ele. A sensação experimentada é fantástica de não estar só e limitado a um invólucro... O amor é pleno, um verdadeiro êxtase do profundo da alma; a sensação de leveza, pureza, comunhão, liberdade e unicidade é incrível! E quando um Instrutor desse nível se aproxima e nos coloca “dentro do seu campo” não existem palavras que possam descrever a sensação experimentada, porque o cardíaco se expande a limites antes impensáveis, a mente clareia, e as conexões universais se plenificam (e cada mestre deste ainda é umser, mesmo que em total luz!). Conexões a seres de campo mais amplo (por exemplo, ao Logos planetário, ao Cristo Solar, ou ao Inominável – a Divina Presença galaxial) são ainda mais fantásticas e quase somos levados a também nos “desfazer em luz”, se não fosse o “dispositivo de autopreservação do ego” que nos chama de volta para o nosso corpo pertencente à realidade 3D, simplesmente porque a nossa missão ainda está por se completar aqui.
Todos os contatos com os patamares de “pura luz” (e acima deste, onde nem luz “visível” existe mais) nos levam a comungar com o Conhecimento e com a Sabedoria, de forma a utilizar deste Poder do Saber para propiciar o melhor para o Todo. Assim, a felicidade e a liberdade se tornam quase totais, uma vez que sempre descobrimos estar ainda com o campo limitado em alguma medida e com uma missão por cumprir.
De acordo com estas percepções, e analisando os trabalhos planetários que executara durante todos estes anos ao servir de Ponte entre o Céu e a Terra à Fraternidade da Luz, poderia afirmar que o modus operandi dos seres do universo-verso da Luz SEMPRE atua emanando amor incondicionalmente (mesmo desde os representantes pertencentes aos patamares existenciais próximos à 3D), com o objetivo de transmutar as energias bloqueadas ou em desarmonia de qualquer Reino da Natureza. Ou seja, de uma maneira suave (apesar de, às vezes, intensa) os elementos-base dos nódulos energéticos bloqueados são liberados para, em seguida, serem substituídos ou reagrupados, de acordo com o que foi permitido realizar diante da Lei do Equilíbrio Energético. Não há possibilidade da Luz atuar de outra forma que não seja pela harmonia e amor, com muito respeito à Vida, trazendo como conseqüência o equilíbrio e a paz. SEMPRE a paz, o amor, a harmonia, a irmandade e a cura foram ofertados para TODOS os seres de TODOS os Reinos da Natureza, e com abundância. Só que perceber isto depende da sintonização de cada um, tendo como conseqüência captar ou não esta oferta divina constante. Quando seres da Luz se aproximam de nós, ficamos felizes, em paz e nutridos, porque nossos campos são induzidos a entrar em ressonância com o campo deles, levando-nos ao seu padrão equilibrado da comunhão divina. 
Para obter o aprendizado oposto, primeiro tive de me deparar com as minhas emoções-sombra, quando passei a entrar em sintonia com as diversas dores e sofrimentos da raça humana, dos animais e mesmo dos vegetais e minerais. Foi um processo também bastante gradual para o qual foi necessário ativar em mim percepções adicionais como empatia, telepatia, transferências energéticas cármicas, aumento na sensibilização (para aumentar a acuidade a dores e a sofrimentos incomuns) e ressonância ao padrão alheio (para ter condições de usufruir emoções e pensamentos-sombra complicados). Este aprendizado se aprofundou somente depois de ter recebido a senha energética do Amor e Irmandade Incondicionais para ter condições de penetrar nas Trevas sem ser lesada (somente quando nos opomos energeticamente a algo ou a alguém é que são geradas energias de fricção, provocando danos pessoais).
De acordo com o que aprendera recentemente, os seres pertencentes às regiões que obedecem às leis inversas das Trevas SEMPRE agem em prol de si mesmos, detonando tudo e todos ao seu redor para que sirvam ao seu propósito. O contato com seres assim leva à fraqueza física e emocional (a energia de vida é sugada por eles), à confusão mental (a energia do corpo mental também é sugada ou posta sob comando do outro, como uma marionete). As sensações de medo, solidão, desamparo e insegurança são muito estimuladas, trazendo sofrimento e depressão. Nestas condições, o mundo passa a ser visto como um lugar repleto de pessoas mentirosas, inescrupulosas e corruptas, simplesmente porque estamos alinhados a esta freqüência. Um indivíduo acuado dessa maneira pode sentir raiva, ódio, inveja, desejos secretos obscuros, e despertar a astúcia, o cinismo, a perversidade. O desrespeito à Vida de qualquer Reino da Natureza se torna evidente, a ponto de alguém chegar ao cúmulo de acreditar na frase: “se a minha vida não vale nada, a sua também não”.
Os métodos de atuação dos seres das Trevas são sempre bélicos, com o objetivo evidente de provocar a derrota do oponente para se apropriar dos “despojos de guerra” e território ocupado, porque seu sistema de raciocínio sempre envolve a destruição de algo, de alguém, ou mesmo de um planeta e galáxia, se for necessário e possível. A interação com os outros seres é sempre pelo sistema de classes e hierarquias de poder de comando, submetendo os “inferiores” a grandes penalizações, trabalhos intensos, mantendo-os o máximo possível na ignorância, fraqueza, dependência de opinião, e o máximo isolados entre si para dificilmente se fortalecerem. Quanto mais sugados os subalternos estiverem, mais se esforçarão para conseguir energia para sobreviverem e mais serão sugados quando a obtiverem.
O medo de morrer e ser aniquilado, ou a ganância para chegar a um posto superior de poder para obter mais energia é o que move estas criaturas. Para tal, qualquer método que envolva mentiras, ilusionismos, recrutamento de crédulos e incautos, estímulo à prepotência e egocentrismo, ofertas de prazeres viciantes, submissão por incutir nos outros crenças falsas, domínio por temor e terror psíquico, são sempre utilizados pelos seres das Trevas de qualquer patamar existencial. Os mais poderosos possuem um magnetismo pessoal incrível, porque a energia de quem estiver ao seu redor é naturalmente direcionada e tragada por aquela entidade, deixando-a cada vez mais forte, atraindo para si mais e mais a atenção alheia. Por fim (e naturalmente), muitos indivíduos são levados a depender desta entidade em todos os sentidos. Não sabem, mas existem enrodilhadas nos seus chacras inúmeros cordões de energia que os mantêm como em contínua “ordenha energética”, criando uma simbiose estranha, enfraquecendo a consciência, os valores, os ideais, tornando-os semi-adormecidos e “autômatos”. A partir de um determinado momento, se torna quase impossível a recuperação destas pessoas, porque elas “deixam de ser elas mesmas” e perdem a conexão com a sua essência divina. Elas se tornam parte integrante daquele que as possuiu, uma espécie de comunhão às avessas. 
* * *
De acordo com o que era possível compreender, o modus operandi dos seres que seguem os Princípios da Luz é absolutamente oposto e inverso (como era de se esperar) daqueles que seguem os Princípios das Trevas. Não se trata mais de um parâmetro relativo (como no caso de fazer o bem ou o mal), e sim absoluto. Estas atuações são fáceis de classificar nas ultradimensões de “pura luz” e infradimensões de “pura treva”; porém, devemos atentar para o fato de que um mesmo indivíduo pertencente à 3D ou às dimensões muito próximas (ultra ou infra) à 3D poderá manifestar os métodos da Luz em algumas ocasiões e os métodos das Trevas em outras. De acordo com o que sabemos da história civilizacional, ou mesmo da nossa história pessoal, conhecemos inúmeros fatos que exemplificam a utilização de um ou de outro método de atuação.
Um equívoco grave que pode ocorrer quando alguém contata as Trevas conscientemente é não notar que elas obedecem a leis inversas às leis físicas da Luz. Poderá parecer a este indivíduo que as Trevas “não existem”, porque “não há nada ali”[2]. Acontece que o sistema sensorial da pessoa pode não estar preparado para perceber e apreender uma concepção de “universo às avessas”, “invertido”, obedecendo a princípios “físicos” opostos. Então, ao acreditar na não existência das Trevas, a pessoa se torna vulnerável e facilmente manipulável pelos seus eus infradimensionais, ou de outros seres pertencentes às infradimensões. Outro equívoco muito comum é considerar o conhecimento humano da 3D terrestre atual como sendo o supra-sumo da sabedoria de todo o universo (!!!). Acreditar nisso é se colocar vulnerável às tecnologias avançadas das entidades trevosas terrestres e extraterrestres que podem, por exemplo, gerar campos luminosos ao redor de alguém para que este seja visto como um ser de luz. Existe ainda a possibilidade de se manipular a visão ao se projetar imagens no ar de seres miticamente importantes, como afetar a mente e a memória ao inserir nelas imagens e idéias. Se mesclar estas técnicas a uma “fala mansa” de conteúdo conhecido, promover algumas curas “milagrosas” para angariar a confiança de alguns, todo o cenário se completa para o “golpe” ser aplicado e a “ordenha energética” ser implantada.
Uma das poucas maneiras possíveis para descobrir se a entidade é um ser da Luz ou um ilusionista das Trevas, (já que a “fala mansa” ou as curas “milagrosas” poderão ser utilizadas durante muito tempo, de forma a fazer a pessoa acreditar que os princípios morais da entidade contatada são os melhores possíveis) é desenvolver a percepção para distinguir o sentido dos fluxos de energia que são construídos durante um contato destes. Mas, se faz necessário prestar atenção de onde vem o fluxo percebido (se da entidade, ou de algo que ela carregue consigo) e, fundamentalmente, quais as sensações proporcionadas por esta emissão (se de amor, irmandade e comunhão, ou temor, egocentrismo e isolamento, por exemplo). 
Estas são algumas possibilidades simplórias (apesar de muito utilizadas pelos ilusionistas das Trevas), mas existem outras mais sofisticadas e muitas com um grau de engenhosidade espantosa. O que fazer diante disso? Como alguém que está principiando no contato com o invisível poderá distinguir o sentido de um fluxo de energia para saber se aquele ser belo e de luz, que mais se parece com um santo, um anjo, um comandante de nave, ou um mestre utilizando frases tão bonitas, pertence realmente à Luz?
Infelizmente, a grande parte da humanidade nem sequer leva em consideração a existência de vida inteligente além daqueles que vê na 3D. Esta ignorância imposta pela ciência e pela maioria das religiões impede que uma pessoa entenda melhor suas variações emocionais, suas flutuações de pensamento, seu estado de saúde, e os porquês das suas relações familiares, profissionais e sociais apresentarem problemas e dificuldades. E, se porventura alguma percepção paranormal é despertada nesta pessoa, ou ela é tratada como uma louca pelos outros, ou pode cair presa dos mais variados engodos fantasiosos dos mestres das sombras. Somente um grupo reduzido de indivíduos encontra os ensinamentos da Luz. Tendência assustadora, mas todos nós seguimos scripts perfeitamente delineados pela Grande Mente Cósmica. “Tudo está sempre certo”, diz um princípio taoísta; VIVA E DEIXE VIVER, diz o lema da Irmandade Incondicional.

Trecho retirado do livro“Luz e Treva: Compreendendo a Dualidade”, da autora Wyliah

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